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Pró Cultura

Leonarda Cianciulli, a mulher que fazia bolos com suas vítimas

Casos Criminais: Uma velhinha fofinha que escondia um segredo bizarro


Em 1893 na cidade de Montella nasce Leonarda Cianciulli, a filha caçula de uma família com 5 irmãos que se formou a partir de uma violência: a mãe da menina se casou forçadamente após engravidar de um estupro para não envergonhar os pais. Além disso, ela não foi uma filha planejada e sofria de maus tratos.

Serafina Marano, mãe de Leonarda, tinha graves problemas psicológicos gerados pelo abuso que havia sofrido, o que fez seu lar ser ainda mais desequilibrado. A filha caçula passava fome, era deixada sem roupas no inverno e era constantemente agredida fisicamente e verbalmente.

Na adolescência, Leonarda tentou suicídio inúmeras vezes, sempre falhava e sua mãe dizia que estava decepcionada por ela ainda estar viva. Aos 15 anos, seus pais arranjaram um casamento forçado para ela com um de seus primos, mas ela conseguiu fazer com que desse errado. Quando isso aconteceu, sua mãe disse à ela que ela se afundaria em desgraça e nunca seria feliz.

Em 1917, casou-se com Rafaelli, um trabalhador do cartório da cidade. Ela não o amava, mas era a forma mais simples de se livrar dos seus pais. Poucos anos depois do casamento eles se mudaram de cidade e passaram a ter problemas financeiros, então o marido começou a cometer algumas fraudes para faturar mais, o que culminou na prisão do casal por algum tempo.

Anos depois, em 1930, quando estavam morando em outra cidade, tiveram sua casa reduzida a escombros depois de um terremoto. Diante desse problema resolveram recomeçar a vida do zero em outra cidade. Depois disso, ela engravidou 17 vezes, mas 10 de seus filhos morreram nos primeiros dias de vida e 3 sofreram aborto espontâneo. Em decorrência de tantas dificuldades, ela acreditou que sua mãe teria jogado uma praga nela, então se consultou com vários videntes que confirmaram sua teoria.

Quando sua vida se estabilizou, ela vivia com seu marido e seus 4 filhos de maneira muito simples e, como a renda não era alta, eles dependiam de doações dos vizinhos. Ela era muito querida na vizinhança, conhecida por ajudar todos como podia e retribuir doações com sabão, bolos e tortas caseiros. Ela também passou a estudar ocultismo como forma de tentar mudar o seu destino e acabar com a “praga” e seus vizinhos iam até sua casa para buscar feitiços, talismãs ou conselhos espirituais.

Com a “bruxaria”, sua condição financeira melhorou, isso porque muitos queriam pagar por seus feitiços, então ela passou a fazer reuniões mediúnicas com algumas mulheres. Em contraponto, nesse período seu marido desenvolveu alcoolismo, o que dificultou a relação dos dois. Ele gastava todo o seu dinheiro nas ruas e agredia Leonarda, que passou a sustentar a casa sozinha com seus atendimentos. Após uma briga, Leonarda disse ao marido que não precisava mais dele pra sobreviver, então ele abandonou a família naquela noite.
Na Segunda Guerra Mundial, seu filho mais próximo foi convocado, então ela teve um sonho em que a virgem Maria dizia que para ela salvar esse filho da morte, deveria lhe conceder o sacrifício de 3 almas. Então ela foi atrás de sua primeira vítima: uma amiga e cliente que era solitária e não tinha família. Ela a envenenou e depois a matou com machadadas, dissolveu o corpo em soda cáustica e fez um bolo com o sangue coagulado que serviu para a sua família e vizinhos. A segunda mulher também tinha o mesmo padrão de vida e o processo do assassinato e de ocultação de cadáver foi o mesmo. Já a terceira vítima, com o mesmo padrão e mesmo método de assassinato, teve o seu cadáver dissolvido e sua gordura utilizada para fazer sabão, que foi distribuído para as amigas de Leonarda.

A ruína de Leonarda foi quando a irmã de sua última vítima notou que ela havia desaparecido depois de visitar a ocultista, então, na tentativa de se safar, pediu ao seu filho Josef que estava na guerra que mandasse cartas em nome das vítimas e contou a ele tudo que fez. Para proteger a mãe, ele seguiu as instruções. Quando as cartas chegaram, a irmã percebeu que eram falsas, então procurou a polícia, que investigou a casa da assassina e descobriu que as cartas eram de Josef.

A partir disso, Josef foi considerado culpado, então Leonarda confessou todos os crimes para que o filho não levasse a culpa e deu detalhes de como tudo foi feito. A mulher foi condenada a 30 anos de prisão, sendo 3 deles cumpridos em um manicômio, onde ela morreu de hemorragia cerebral anos após escrever um livro contando sua história.

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