PIG defende o fascismo

Imprensa esconde nazismo dentro das tropas ucranianas

A imprensa burguesa demorou quase um mês para comentar a existência do nazismo na Ucrânia, mesmo assim seguem ocultando e até glorificando a sua presença gigantesca no país

Após um mês da ação militar russa na Ucrânia e uma verdadeira operação de guerra de propaganda da imprensa imperialista está ficando cada vez mais difícil esconder a gigantesca presença do nazismo no país. Quase todos os jornais golpistas passaram a comentar, de forma marginal, a questão das organizações nazistas, mas ainda num tom de diminuir a sua relevância, para tentar manter o apoio à ditadura de Zelensky, algo menos absurdo. Na prática, o imperialismo deixou claro para todo o mundo que quando os nazistas cumprem o seu objetivo eles têm total apoio.

A presença do nazismo na Ucrânia chega a ser difícil de ser mensurada, o imperialismo financia e organiza diversos grupos nazistas desde antes do golpe de 2014, como uma preparação para a derrubada do governo. Durante o golpe eles foram a principal tropa de choque contra os trabalhadores que defendiam o governo eleito, também foram os que iniciaram a guerra contra as Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk após estas declararem sua independência. Eles se armaram cada vez mais e basicamente tomaram o controle do país se tornando a principal base do regime político.

As mais famosas organizações são o Pravy Sektor, setor à direita, muito ativo durante o golpe de 2014, e o Batalhão de Azov, que tomou conta de Mariupol, cidade da República de Donetsk, a impedindo de ter seu acesso ao mar. Outras organizações também são importantes como o Svoboda, o Batalhão Aydar, a Guarda Nacional, todas foram sendo incorporadas formalmente ao regime seja dentro do exército, como o Azov, que passou de batalhão a regimento oficial, seja com cargos no governo, no comando da polícia etc. Eles são a base da ditadura que proíbe qualquer simbologia comunista, partidos de esquerda, manifestações em defesa da Rússia e que também atacam as minorias russas, ciganos, LGBTs, etc.

Esconder a existência desses nazistas é quase impossível, basta procurar na internet pelas palavras Azov ou simplesmente “nazismo ucrânia” que milhares de fotos, vídeos e documentários mostrando a sua atuação no país irão aparecer. Mesmo assim, a imprensa burguesa, para atacar a Rússia, tentou desde o princípio ofuscar a sua existência. A batalha de Mariupol durou mais de um mês e mesmo nessa cidade, onde provavelmente há mais nazistas que qualquer outro lugar do mundo, não se falava nada na cobertura da imprensa imperialista. A CNN chegou, inclusive, a convidar um comandante do Batalhão Azov para ser entrevistado.

Após um mês de guerra, finalmente a CNN resolveu cobrir a questão do nazismo mas ainda assim da forma mais absurda possível. A emissora publicou um vídeo intitulado “Batalhão de Azov, que defende Mariupol, possivelmente tem neonazistas”, esse é um dos melhores exemplos para comprovar que os maiores produtores de “fake news” são justamente os jornais da burguesia. Os argumentos são do mais baixo nível, tais quais “apenas 10% dos membros do Azov se autodeclararam nazistas então não é uma organização nazista” ou “existem nazistas em todo o mundo”.

A Folha de SP também entrou na onda de diminuir a questão do nazismo com seu artigo “Tropas da Ucrânia formadas por paramilitares neonazistas ajudam no contra-ataque à Rússia”. Já no subtítulo fazem questão de frisar “grupos de extrema direita são alvo da ‘desnazificação’ propalada por Putin, ainda que não sejam maioria do Exército nem façam parte do governo”. O artigo bizarro entra na categoria do antinazismo nazista, pois supostamente ataca o Batalhão Azov mas no fim só passa uma imagem positiva da organização.

A Folha entrevistou um jovem “militante” que mudou seu nome para Thor e afirma que ele se uniu ao grupo nazista por “ser fascinado pelo mundo militar”. O jornal mal consegue esconder sua admiração pelo nazista: “Com pouco mais de dois metros de altura, forte sem ser musculoso, com cabelos e barba bem ruivos, o combatente ucraniano …”, os mesmos que criticam Putin por sua “virilidade” estão muito dispostos a rasgar elogios pelos nazistas. Na foto, o nazista ainda aparece como um soldado ao sol no enterro de seus colegas, a única critica feita ao Azov é a utilização da palavra neonazista, nada além disso.

O artigo termina no auge da apologia ao nazismo, ele descreve o enterro dos membros do Azov mortos na guerra pelas tropas russas: “cobertas com a bandeira amarela e azul da Ucrânia ornamentada com o emblema do Batalhão Azov —o “Wolfsangel”, símbolo heráldico alemão inspirado nas armadilhas medievais de caça de lobos—, cinco soldados se colocaram em linha e dispararam salvas de tiros depois de um comandante pronunciar as palavras “Slava Ukaini” (glória à Ucrânia).”

Em vez de descrever o Wolfsangel como um símbolo nazista utilizado pelo exército alemão na época de Hitler a Folha remete ao seu caráter heráldico, só posteriormente o artigo comenta que o símbolo tem relação com a SS. Já as palavras pronunciadas Slava Ukrani são um jargão nazista, uma versão ucraniana do Heil Hitler, utilizada durante a segunda guerra mundial pela milícia nazista que assassinou a sangue frio dezenas de milhares de pessoas. Sobre essa saudação nazista a folha não comenta nada.

A cobertura da imprensa acerca do nazismo no exército ucraniano que saiu de uma omissão a esta falsa crítica revela qual a posição do imperialismo. Foi a OTAN, o NED e outras organizações ligadas aos EUA que financiaram, organizaram e transformaram a Ucrânia na capital internacional do nazismo. Agora com a escalada da guerra eles querem seguir usando a arma que criaram sem o escárnio do público mundial. Contudo com a vitória de Putin na Ucrânia a questão do nazismo irá se voltar contra o imperialismo, será mais um enorme fator de desmoralização para um regime que já está uma crise irreversível.

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