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Indústria de “fake news”

Imperialismo tenta justificar golpe contra Trump nas eleições

A imprensa imperialista criou o mundo invertido de que o grande vencedor das Midterms, Donald Trump, foi na verdade o perdedor, se arma um golpe pra 2024


As eleições midterms, meio de mandato, dos EUA aconteceram na última terça-feira, 8. Os resultados são uma clara vitória para os republicanos, e em especial para os trumpistas, que estão ganhando a Câmara, ganharam a maioria dos governos e disputam o senado no segundo turno do estado de Georgia. Contudo a imprensa imperialista, maior indústria de fake news do planeta, inverteu a realidade, os Republicanos e Trump na verdade são os perdedores, e para justificar esse mundo surreal aparecem as justificativas mais surrealistas: o aborto e a democracia.

O primeiro ponto importante para entender o resultado eleitoral dos EUA é compreender que todo o principal bloco político do imperialismo está contra Trump, tentando manter o governo apodrecido de Biden e dos democratas de pé. Toda a imprensa está contra Trump, até mesmo a Fox News, que saiu em defesa da ala não trumpista dos republicanos. Isso significa que a burguesia norte-americana organizou uma gigantesca manobra para derrotar o trumpismo nessas eleições, que não obteve sucesso.

Não só a campanha da imprensa foi duríssima como o aparato de repressão foi usado contra Trump e seus aliados. Steve Bannon, o principal ideologo do trumpismo e ex estrategista chefe da Casa Branca foi preso em uma clara prisão política. O judiciário também está abertamente perseguindo Trump e outros de seus seguidores, a cada do ex presidente foi invadida pelo FBI. Esta polícia política por sua vez foi considerada pela maioria dos norte-americanos como a gestapo, polícia secreta nazista, de Biden.

Com o mais poderoso aparato de opressão da história da humanidade jogando contra Trump era compreensivel que o ex presidente tivesse um resultado não muito positivo, o que não foi o caso. Como dito acima os republicanos ganharam a Casa de Representantes, a maioria dos governos e ainda pode ganhar o senado. Não só isso como dos 26 governadores eleitos, 10 são trumpistas, e além disso, de acordo com os dados do Ballotpedia, dos 241 candidatos apoiados por Trump nas primarias, que definem qual será o candidato do Partido Republicano, 93% venceram. Já dos 254 candidatos apoiados por Trump nas eleições gerais 78% venceram.

Trump não foi derratado, o que não aconteceu na verdade foi a “onda republicana” que havia sido prevista, isto é, uma vitória acachapante dos republicanos nas duas casas. Mas dadas as circunstancias em que correram a eleição o que se vê é uma clara vitória de Trump. A imprensa cria a realidade alternativa de que “Trump foi o maior perdedor das eleições legislativas”, nas palavras do New York Times, na tentativa de que ele não seja o candidato do Partido Republicano nas próximas eleições e assim o imperialismo mantenha o governo dos EUA sobre o seu controle.

Sob a realidade alternativa é preciso criar as justificativas, que passam longe da verdade. Não foi a gigantesca pressão dos monopólios de imprensa e do aparato de repressão que segurou a “onda vermelha”, mas sim a questão do aborto e da democracia. O povo dos EUA consideraria a eleição como uma disputa entre a democracia e o autoritarismo, e votou no autoritarismo visto que os republicanos venceram, uma farsa completa. A verdade é que a classe operária dos EUA não aguenta mais a ditadura do regime político tradicional, hoje representado por Biden.

Os trabalhadores norte americanos não querem que seu país esteja em guerras constantes, que os jovens operários morram em países distantes para garantir lucros aos ricos, que todos paguem caro pela energia para agredir os russos, que as indústrias em solo dos EUA sejam fechadas e enviadas para países miseráveis. Trump, de forma bem moderada, se coloca contra tudo isso e por isso ganhou uma enorme popularidade entre os trabalhadores, mesmo sendo uma figura da direita. Já a questão do aborto é outra falsificação.

Houve grandes manifestações em defesa ao direito do aborto, que estava sendo atacado pela Suprema Corte dos EUA neste ano. Contudo essas manifestações não se dirigiam contra Trump nem contra os republicanos mas contra a ditadura do judiciário, que detêm o controle sobre o direito do aborto pois ele não é um direito de fato, adquirido no legislativo, mas uma espécie de emenda do judiciário, um mecanismo antidemocrático que existe nos EUA. Apesar de a medida ter ligação com os republicanos foi o judiciário quem mais perdeu popularidade.

O regime político dos EUA está em total decadência, uma manifestação da decadência do imperialismo. Trump é um elemento de crise, ele surge dessa crise e também a amplia, por isso a burguesia norte-americana tenta contê-lo a qualquer custo. A sua manobra é aproveitar que Trump não detem o controle do Partido Republicano para escanteá-lo, como fizeram com Jeremy Corbyn na Inglaterra. Assim ele não seria candidato para as eleições de 2024. Contudo dada a força que o turmpismo mostrou nas eleições de 2022 nada está definido e há uma grande possibilidade do retorno de Trump daqui a 2 anos.

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