Por quê estou vendo anúncios no DCO?

O PT pode perder em São Paulo?

Haddad vencerá a máquina eleitoral do PSDB em SP?

Com uma fraca campanha e aliado aos políticos mais odiados dos paulistas, que perderam feio as últimas eleições, podemos esperar vitória?


Nas eleições de São Paulo, Fernando Haddad (PT) continua à frente, mas perdendo posições enquanto os “adversários” crescem. Haddad diminuiu as intenções de votos em todos os extratos avaliados, por renda, por idade, escolaridade e região, e manteve a média de intenções apenas na região metropolitana de São Paulo, berço do PT.

Na pesquisa Datafolha em São Paulo, solicitada pela Globo e divulgada na última quinta-feira (08), Fernando Haddad (PT) tem 35%, Tarcísio Freitas (Democratas), o candidato de Bolsonaro, 21%, Rodrigo Garcia (PSDB), 15%. Tarcísio Freitas, cresceu de 16% para 21%, Rodrigo, o atual governador, cresceu de 11% para 15% em relação à última pesquisa. Esses “adversários” cresceram em todos os segmentos pesquisados.

Destacamos que o candidato do PCO ao governo de São Paulo, Edson Dorta, manteve o índice anterior de 1%, mesmo sem contar com as verbas eleitorais do TSE, que só foram liberadas em dia próximo a este final semana, mostrando que a candidatura é sólida e conta apenas com a colaboração dos simpatizantes da política do Partido.

Os demais candidatos, Carol Vigliar (UP) manteve os 2%, Gabriel Colombo (PCB) cresceu de 1% para 2%, Antonio Jorge (Democracia Cristã), Altino Junior (PSTU), Elvis Cesar (PDT) e Vinicius Poit (Novo) mantiveram os 1%. Brancos e nulos caíram de 17% para 12% e não sabem caiu de 11% para 10%.

O eleitorado no estado concentra-se no interior, diferentemente de outros estados. O interior possui 62% dos votos e é majoritariamente acostumado a votar no PSDB. A capital conta com 26,8% e a região metropolitana possui 10% dos eleitores.

O PSDB conquistou o governo paulista pela primeira vez em 1994, com Mário Covas, obteve por três vezes a eleição no primeiro turno, com José Serra e Geraldo Alckmin (hoje no PSB) se elegendo em 2010 e 2014, e está aliado de Haddad e do PT nestas eleições. E, finalmente, com João Dória, o autointitulado “bolso-dória”, se elegendo no segundo turno de 2018, mostrando a ascensão da extrema-direita também no estado.

Mais uma vez, o PT adotou novamente uma política de conciliação com os piores setores da direita paulista em meio à enorme polarização. O resultado disso, em São Paulo, se deu com a escolha de Márcio França (PSB) como candidato ao senado e da mulher dele como vice de Haddad. Ademais, Alckmin (PSB) como vice de Lula. Tudo isso reflete que o PT entregou para o PSDB suas candidaturas através desse tipo de aliança.

Até o momento, com sua campanha extremamente fraca, Haddad pode até mesmo perder apesar do que indicam as pesquisas eleitorais. Todavia, se ganhar, quem terá a vitória será, na realidade, o PSDB, reerguendo um partido que amargou derrota acachapante nas últimas eleições. Em São Paulo, o candidato Alckmin sofreu com 4,76% dos votos, ficando apenas em quarto lugar em 2018.

Assim sendo, se Haddad vencer, o governo não vai ser do PT. Pode ser, inclusive, mais moderado e direitista do que sua prefeitura que, em 2013, se aliou a Alckmin contra os estudantes que se manifestavam contra o aumento das passagens.

A candidatura de Rodrigo Garcia, que se diz “paulista raiz”, conta com a maior coligação no estado, a federação do PSDB com o partido Cidadania mais o apoio de União Brasil, MDB, Avante, Patriota, Podemos, PP e o Solidariedade, sendo forte concorrente. De qualquer forma, é o PSDB quem manda na máquina eleitoral de São Paulo, pois governa há 30 anos o Estado. E é o setor do PSDB ligado a Dória, por isso é preciso ficar de olho nessas eleições.

O resumo da ópera é que Haddad, mesmo com a adesão do centro político no estado, está vendo seus números despencarem, deixando maior espaço para o segundo colocado, um bolsonarista na figura de Tarcísio de Freitas com números favoráveis, seguido por Rodrigo de Garcia, com uma forte coligação de partidos. Isso até mesmo no interior de São Paulo, que é responsável por 62% dos votos e igualmente em ascensão nos números de votos. 

Em meio a forte polarização entre os extremos políticos, optar pela conciliação de classes, unindo-se ao centro esvaziado, joga água no moinho do chamado “centrão”, possibilitando a recuperação de sua influência política e abrindo a possibilidade, inclusive, para uma terceira via.

Nesse quadro, é necessário que os partidos de esquerda optem por ficar ao lado do povo, convocando-o a participar ativamente do processo político e a se opor à direita e ao centro que sempre foram aliados do capital e do imperialismo. Só o povo nas ruas será capaz de garantir que um possível governo de esquerda possa se manter, caso contrário, o resultado poderá ser o mesmo de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff, o impedimento ao governo, mesmo que seja o estadual.

Comícios em locais fechados e com revistas só tendem a afastar o povo trabalhador dos atos públicos, se é que podemos chamar de públicos nessa situação. Coligados com políticos e partidos que o povo não aprova tornam ainda pior a situação, abrindo uma avenida para a derrota eleitoral. Está mais que na hora de mudar a forma de fazer a campanha, afinal, quem poderá defender os políticos e partidos de esquerda é tão somente o povo.

Nem a PM e nem o judiciário farão isso de fato. As instituições do governo capitalista não têm o menor interesse na eleições desses políticos em meio a tamanha crise do sistema. É um perigo muito forte para o capital e o mais racional para ele é tentar impedir de todas as formas que sejam eleitos partidos de esquerda.

É preciso acabar com governos capitalistas e substituí-los por governos dos trabalhadores o quanto antes. O acirramento da crise é notório e a consequência é que os trabalhadores continuam pagando a conta.


COTV

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.