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Etiópia: Imperialismo demonstra para que serve o Nobel da Paz

Prêmio Nobel da Paz é reconhecimento dos bons serviços ao imperialismo


“A guerra é o epítome do inferno para todos os que participam dela; sei por que estive lá e retornei. Vi irmãos matando irmãos no campo de batalha, vi idosos, mulheres e crianças tremendo de pavor sob a chuva mortal de balas e projéteis de artilharia.” (Abiy Ahmed, 2019 – ao receber o Nobel da Paz, relembrando os tempos em que era soldado no conflito contra a Eritreia). Menos de um ano depois, onze meses mais tarde, Ahmed foi impulsionado pelo imperialismo a declarar guerra contra os separatistas do Tigré. A vizinha Eritreia, em comum acordo com a “ex-inimiga” Etiópia, invadiu o Tigré, região governada pela Frente Popular para a Libertação do Tigré (FPLT), liderada por Getachew Reda.

Na quarta-feira (2), foi fechado acordo entre a FPLT e os representantes do imperialismo em Adis Abeba. Nas últimas semanas antes do acordo, as Forças Armadas da Etiópia retomaram as operações na parte norte do país, onde o FPLT denunciou o início de uma “ofensiva em larga escala”. Getachew Reda publicou na conta do Twitter, a confirmação do acordo e a continuidade do plano de “paz”: Tudo o que fazemos, cada movimento que fazemos ou cada acordo que assinamos é motivado pela necessidade de garantir o interesse do povo de Tigré. A paz é o que nosso povo precisa mais do que tudo. Se cumpriremos nossa promessa de uma maneira que satisfaça nosso pessoal, o tempo dirá. Nós faremos o que for preciso para proteger nosso povo que sofreu além do que os mortais comuns podem suportar. Estamos lutando não porque somos uma nação feliz, mas porque nossa sobrevivência como povo está em jogo. Se um acordo de paz pode garantir nossa sobrevivência, por que não tentar?!”

Obasanjo, ex-presidente da Nigéria, que intermediou a resolução momentânea do conflito, disse que o acordo inclui a “restauração da lei, da ordem e de serviços, o acesso irrestrito a suprimentos humanitários e a proteção de civis, em especial mulheres, crianças e outros vulneráveis”. A colocação do chanceler da Etiópia, ao contrário da declaração de Reda, é protocolar e alinhada ao discurso da ONU.

A sofisticada operação do imperialismo na região chamada Chifre da África serve a dois propósitos imediatos, a eliminação da FPLT, que ameaça um possível levante contra um dos países mais alinhados ao imperialismo, a Etiópia, bem como cercar o Djibouti, país na rota do petróleo, no encontro do Mar Vermelho com a o Oceano Índico, que abriga uma Base de Apoio do Exército de Libertação Popular da China. Além dos mais de 100 grupos em disputa na região, Djibouti é o epicentro da disputa.

As negociações não incluíram o governo da Eritreia e outras forças regionais do imperialismo que apoiam a Etiópia. A ausências dos diversos grupos suscita a ideia de que o acordo pode ser rompido a qualquer momento. A própria Eritréia tem seus próprios interesses, no conflito, além de serem os mais violentos, cometendo as maiores barbaridades no conflito como estupros coletivos, assassinatos e saques, mas isso também se deve a própria ação desordenada do imperialismo, que faz do país um proxy de guerra. 

A ONU e os Estados Unidos celebraram o acordo parcial, ganham tempo para novas ações contra os tigrínios, que governaram a Etiópia por três décadas. Desde que assumiu o cargo, em 2018, ele implementou reformas liberais e entrou em conflito com a FPLT. Para Tigré, os projetos de Ahmed visam a centralização do poder e o fim da perda de autonomia regional — um dos pilares políticos das últimas décadas no país que favorece o controle dos Estados Unidos no Chifre da África.

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