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Perseguição à Rússia

Escuderia de automobilismo exclui piloto russo da Fórmula 1

Segue em acelerado ritmo a política de ataques contra a Rússia em todos os terrenos, chegando agora ao automobilismo, com a exclusão de um piloto russo.


A Federação Internacional de Automobilismo (FIA), depois de cancelar o Grande Prêmio da Rússia em Sochi e suspender o piloto russo Nikita Mazepin, agora radicalizou e cancelou em definitivo o contrato com os russos em razão da ação militar defensiva que a Rússia realiza na Ucrânia. 

O principal patrocinador da equipe era a empresa Uralkali (russa), representada pelo pai do piloto Nikita e também foi banida da F1. O carro já está sem as cores da Rússia e do patrocinador, ficou apenas com o branco liso.

A equipe divulgou no twitter o seguinte texto: “A Haas F1 Team escolheu encerrar, com efeito imediato, o patrocínio da Uralkali, e o contrato do piloto Nikita Mazepin. Assim como o resto da comunidade da Fórmula 1, o time está chocado e entristecido pela invasão da Ucrânia, e torce por um fim rápido e pacífico para o conflito”.

Segundo matéria no portal Uol Esportes, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) recebeu pedido da Ucrânia de banimento dos pilotos russos e bielorrussos do automobilismo internacional.

O piloto declarou nas redes sociais que está decepcionado com a decisão unilateral do encerramento do contrato e que foi ignorado pela equipe. Agradece a compreensão dos que tentaram entender a situação e que avalia seu período na F1 como valioso e genuíno, e que espera poder voltar em tempos melhores.

Entre os pilotos sondados para substituir o russo estão o brasileiro Pietro Fittipaldi e Antonio Giovinazzi, ambos pilotos reservas da escuderia americana sediada na Carolina do Norte, EUA.

Essa atitude vem a se somar a inúmeras outras de boicotes e proibições contra a Rússia e seu povo, tanto no esporte como nas atividades culturais, além das já ocorridas na economia. Tudo com o objetivo claro de aniquilar a Rússia, já que o país não se submeteu aos desígnios imperialistas, através da OTAN e seus mandatários, EUA e UK, principalmente.

Putin, tomou a decisão de realizar a operação militar depois de ver o que aconteceu no Iraque, na Líbia, no Afeganistão, na Síria e também com Cuba, Venezuela, no Iêmen e tantos outros casos ocorridos de ataques imperialistas, que deixaram esses países em completa destruição, em estado de terra arrasada, por bombardeios e ocupação econômica e militar. Somado a isso, com o não cumprimento dos acordos internacionais assinados que garantiam que a OTAN não incluiria novos países depois da extinção do Pacto de Varsóvia e o fim da URSS.

O desrespeito a esse acordo ocorre desde o final do século XX, com a incorporação à OTAN de praticamente todo o leste europeu fronteiriço à Rússia. Foram incluídas a Polônia e República Checa, em 1999, Romênia, Bulgária, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Lituânia e Letônia, em 2004, Albânia e Croácia, em 2009, Montenegro, em 2017, e Macedônia do Norte, em 2020.

Tudo isso pesou na balança da Rússia quando decidiu, com enorme dificuldade segundo o próprio Vladimir Putin, realizar a operação na Ucrânia. E por esses fatos, fica claro que não se trata exatamente de “invasão” por necessidade de se apropriar dos recursos naturais do país, como ocorreram nos casos citados acima por parte da OTAN e dos EUA. No caso da Ucrânia, notamos que se trata de uma ação de defesa do território russo, ao contrário do que é noticiado pelas grandes empresas de notícia controladas e/ou de propriedade dos grandes capitalistas.

Neste momento a luta do povo russo é por sua segurança, por sua integridade e sobrevivência, uma vez que já passaram por situação análoga quando da invasão pela Suécia na Idade Média; da França de Napoleão e da Alemanha na primeira grande guerra e novamente pela Alemanha nazista.

Assim vemos que a operação na Ucrânia é uma ação de autodefesa do território e do povo russo, pois está absolutamente claro que o atual governo Zelenski, é financiado pela embaixada norte-americana,; pela OTAN, pelos EUA e o partido nazista ucraniano Svoboda, o batalhão Azov, Pravyy Sektor e outras milícias de extrema direita.

Diante disso é imperioso atentarmos para o fato que toda essa campanha massiva, pelo lado econômico, social, político e militar contra a Rússia, trata-se de tentar colocar ela de joelhos diante do imperialismo, coisa que o Putin já avisou em várias tentativas de resolver por acordos a situação e sem sucesso, que não iria abrir mão da segurança e inviolabilidade do povo e do território russo. 

Tem toda razão o Putin e a Rússia, que lutam apenas e tão somente pela soberania nacional da Rússia. Damos total apoio a essa luta que é pela soberania da Rússia.

O lado mais nefasto dessa situação, que poucos têm dado a devida atenção, é o fato de que os governos do mundo inteiro estão do lado da Ucrânia e portanto contra a Rússia, e com isso estão alimentando o monstro do nazifascismo de maneira muito parecida com o que ocorreu nas décadas de 20 a 40 do século passado, que resultou na invasão da Europa e a própria Rússia (ex-URSS) pelas tropas nazifascistas de Hitler, Mussolini e Hiroyto. 

O problema hoje é que não só Hiroshima e Nagasaki serão devastadas pelas bombas nucleares dos EUA, mas há o risco que ocorra em escala mundial. Por isso é dever de toda a esquerda defender firmemente a Rússia que luta contra o imperialismo, o que não vem acontecendo, pois a esquerda mundial está capitulando diante do inimigo número um dos trabalhadores no nível mundial. Desejamos que a classe trabalhadora de todo o mundo se una contra o capitalismo imperialista que tem causado tantos estragos, fome e miséria nos quatro cantos do planeta. Por um governo mundial da classe trabalhadora já!

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