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Morte do Tremendão

Erasmo, fundador da Jovem Guarda, foi pioneiro do rock nacional

Internado em um hospital desde o dia 2 de novembro, Erasmo morre e deixa lembranças dos primórdios do rock no Brasil


A morte de Erasmo Carlos na última terça-feira (22) traz à tona novamente uma sensação geral na população que é a de que figuras representativas da cultura do passado estão morrendo e não há nada no lugar para repô-las, ainda que Erasmo não esteja entre os mais consagrados da Música Popular Brasileira.

Erasmo Carlos foi conhecido por sua parceria com Roberto Carlos, mas não só por isso. Ele é também um dos pioneiros do rock no Brasil e um dos principais nomes da Jovem Guarda. Sua inserção no meio musical se deu através de seu contato com Tim Maia, que tinha uma banda chamada The Sputniks, onde tocavam, além de Tim e de Erasmo, o próprio Roberto Carlos, Arlênio Lívio e Wellington Oliveira. 

A banda procurava reproduzir um novo estilo musical que estava fazendo um gigantesco sucesso nos EUA, o rock ‘n roll, e que ainda não era tocado por ninguém no Brasil. Após o término da banda, Roberto e Erasmo seguiram o caminho da Jovem Guarda, enquanto Tim Maia, seguiu seu próprio caminho, mais relacionado com a chamada música black

Erasmo também teve contato com o cantor Jorge Ben Jor, da mesma geração e considerado o inventor do samba rock. Chegaram, inclusive, a dividir um apartamento no bairro do Brooklin, em São Paulo. 

Ao longo dos anos 60, a Jovem Guarda chegou a ter um programa de televisão, que era apresentado por Erasmo e Roberto, trazia diversos artistas da música brasileira em geral e tinha grande audiência. 

O movimento procurava trazer para o Brasil o rock ‘n roll dos primórdios, vindo dos EUA. Muitas vezes, inclusive, traduzindo algumas de suas canções. Era uma geração despolitizada e, por isso, acabava assimilando dessa forma a música que vinha de fora do país. Foi algo importante porque abriu caminhos estéticos adotados posteriormente por outros artistas brasileiros. No entanto, dos anos 70 para frente, o movimento acabou desaparecendo e seus artistas ficaram relegados a um plano cultural inferior.

Erasmo se manteve mais fiel ao que era o espírito da Jovem Guarda, tocando sempre rock, ainda que em manifestações diferentes. Chegou a se arriscar também na MPB (um exemplo é a canção Cachaça Mecânica, cujo tema é o carnaval) e a soul music também. No entanto, ele sempre acabava voltando para o rock. 

Erasmo morreu aos 81 anos, internado desde o dia 2 de novembro, morreu devido a uma paniculite aguda. Trata-se de uma inflamação numa camada de gordura abaixo da pele. Todos que ouvem rock hoje no Brasil o fazem, em parte, graças à iniciativa desse importante artista nacional

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