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Campanha Eleitoral

Entrevista com o coordenador da campanha eleitoral do PCO

Companheiro João Vitor, que coordenou a campanha nacionalmente, faz um balanço das atividades


Com o fim do período eleitoral de 2022, se faz necessário um balanço da atuação do partido que mais ferrenhamente lutou pela vitória do Presidente Lula. Portanto, entrevistamos hoje o companheiro João Vitor Dauzaker, Coordenador Geral da Campanha Eleitoral do PCO.

Companheiro João Vitor Dauzaker, Coordenador Geral da Campanha Eleitoral do PCO

Diário Causa Operária.: Boa tarde, companheiro. Gostaria de começar a entrevista tratando da atuação do Partido no segundo turno em contraste com aquela daqueles que supostamente apoiavam Lula. Enquanto muitos candidatos da coligação, que foram eleitos com o voto do Presidente para as Câmaras, ficaram em casa no segundo turno e pouquíssimo fizeram para elegê-lo pela terceira vez, o PCO, que não fazia parte da coligação, trabalhou arduamente pela candidatura do Presidente Lula durante os dois turnos. Por quê?

João Vitor.: O interesse destes setores políticos era se eleger. Usaram a popularidade de Lula para isso. Não tinham de fato interesse em eleger Lula para melhorar a vida do povo brasileiro, muitos somente se utilizaram da sua popularidade para satisfazer suas ambições políticas pessoais.

DCO.: Gostaria de fazer uma pergunta ao companheiro também sobre a questão dos materiais de campanha. Durante as eleições vimos que existe uma escassez de material da esquerda com um conteúdo verdadeiramente político para a realização da campanha eleitoral, em particular, de panfletos que contivessem um programa claro que dialogasse com as necessidades populares. De que forma o Partido interviu nessa situação?

J.V.: Nós publicamos milhões de panfletos com o nosso programa defendendo a eleição de Lula presidente. Na realidade, praticamente, o único material nas ruas defendendo Lula presidente era o nosso. Em todos os materiais com nossos candidatos havia a campanha de Lula.

DCO.: Quais tipos de materiais impressos foram produzidos durante a campanha eleitoral? E, o companheiro consegue nos dar uma estimativa de quantos foram distribuídos?

J.V.: Nós publicamos panfletos, adesivos, folders, cartazes, adesivos para carros e santinhos. Distribuímos tudo. No total, mais de sete milhões de materiais impressos.

DCO.: Como foi possível a um partido, que em número de filiados, tão pequeno fazer uma campanha eleitoral tão grande nas ruas? Muito maior do que tantos outros partidos da esquerda contando com muito mais recursos.

J.V.: Nós montamos um centro de organização e distribuição de materiais. A partir deste centro nós organizamos convocações envolvendo os militantes, filiados e simpatizantes do partido, todo mundo que estivesse interessado em ajudar nas atividades nós incluíamos. Assim conseguimos fazer centenas de panfletagens todos os dias durante a campanha, distribuindo mais de 300 mil panfletos por dia nacionalmente.

DCO.: Tratando da questão financeira, o PCO é um dos partidos que recebe o menor montante possível de fundo eleitoral, cerca de R$ 3,1 milhões. Como foi possível realizar a campanha de cerca de cento e cinquenta candidatos? E no segundo turno, como foi possível continuar a campanha por Lula presidente? Ainda havia dinheiro restante do fundo eleitoral?

J.V.: Olha, nossa campanha tem caixa único. Isso quer dizer que o Partido coletivamente faz campanha para todos os candidatos. Diferentemente dos outros partidos, onde é cada um por si e quem tem mais dinheiro ou poder nos partidos recebe um maior repasse do fundo eleitoral. Aqui não funciona assim, nós decidimos lançar os candidatos e depois decidimos coletivamente como será destinado o dinheiro do fundo eleitoral. 

Para o segundo turno, não havia dinheiro do fundo eleitoral, tudo o que publicamos (cerca de três milhões de panfletos) foi por meio da campanha financeira que nós fizemos.

DCO.: Aqueles que tiveram o prazer de encontrar os militantes do PCO nas ruas viram uma militância engajada em prol da luta por um governo dos trabalhadores, no entanto, gostaria de um balanço mais preciso do companheiro acerca da atuação da militância partidária durante o período eleitoral. Ela esteve à altura das tarefas colocadas? Houve diferenças marcantes entre as campanhas eleitorais levadas adiante nos diferentes estados brasileiros? Por quê?

J.V.: A nossa militância se mobilizou intensamente, em todos os estados brasileiros. Realizamos conjuntamente a maior campanha eleitoral da história do Partido. Sem dúvidas foi uma das nossas maiores atividades de distribuição de materiais. Obviamente, nos estados em que estamos mais bem organizados a campanha foi maior, mas proporcionalmente realizamos boas campanhas em todos os estados em que lançamos candidatos.

DCO: O Partido em diversos momentos colocou como ponto chave da campanha eleitoral de Lula a necessidade de ir aos bairros populares e virar o voto dos trabalhadores que, pela política confusa da esquerda no último período, estivessem seduzidos pelo Bolsonarismo. Como se deu a atuação da militância do PCO neste sentido?

J.V.: Nós decidimos ir realizar panfletagens nas principais estações de metrô e ônibus de São Paulo, e nas grandes cidades dos outros estados, e campanha de porta em porta em regiões onde moram muitos trabalhadores. Em nossa atuação em São Paulo, por exemplo, fomos em diversos bairro populares, como Cidade Tiradentes e Capão Redondo e nas estações, de metrô e ônibus, como Pq. Dom Pedro II, Estação Capão, Luz, Sé, Jabaquara, etc. Isso foi extremamente importante para realizarmos uma campanha popular, defendendo nosso programa junto ao povo trabalhador residente das favelas e periferias.

DCO: Finalmente, gostaria que o companheiro nos contasse um pouco mais sobre as três candidaturas inéditas ao governo estadual lançadas pelo Partido. Qual o balanço que o companheiro faz das candidaturas aos governos do Amapá, com o companheiro Jairo, do Mato Grosso do Sul, com o companheiro Magno, e do Tocantins, com a companheira Carmem? Como foi possível realizar a campanha eleitoral em estados em que o Partido ainda não estava muito organizado? Foram campanhas bem sucedidas?

J.V.: Foram campanhas bem-sucedidas sim. Realizamos a campanha entre os índios tanto no Mato Grosso do Sul quanto no Tocantins, e também entre o movimento sem-terra e sem-teto, nos estados do Tocantins e do Amapá. Esperamos uma grande evolução do Partido nesses estados e uma intervenção cada vez maior nestes setores do movimento popular. Estas campanhas nos ajudarão muito na organização do movimento de luta no período posterior às eleições.

DCO: Como o PCO esteve presente nas comemorações pela vitória de Lula que ocorreram país afora?

J.V.: Em todos os estados que estamos presentes estivemos nas manifestações de comemoração da vitória de Lula. Em São Paulo, o show de fogos vermelhos na Avenida Paulista fomos nós que fizemos. Nós que levamos os fogos e acendemos lá.


COTV

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