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ENEM

ENEM começa neste final de semana: pelo fim do vestibular!

Todos devem ter o direito de estudar sem obstáculos


O Exame Nacional do Ensino Médio, conhecido como ENEM, é a prova que determina quais estudantes entrarão ou ficarão de fora da educação superior pública, agindo como o porteiro das universidades federais e estaduais. Em todo o território nacional, ele ocorrerá nos próximos dois finais de semana, tendo cerca de três milhões e meio de pessoas inscritas.

Em sua última edição, que ocorreu de forma presencial ainda com a pandemia do coronavírus em sua fase agressiva, cerca de 51% dos alunos que se inscreveram não compareceram à prova, que aconteceu por pressão da burguesia em cima do poder público e em lugares fechado, com as demagogias presentes de que todos os “protocolos” seriam seguidos.

Não só o ENEM, mas todos os vestibulares são, em sua essência, uma ferramenta para privar os filhos dos trabalhadores de entrarem nas universidades. Todos devem ter o direito de cursar o ensino superior; não apenas porque está garantido na constituição, mas porque a educação não pode ser vista como um privilégio, pois é um direito do povo. Defender a classe trabalhadora significa, necessariamente, defender o fim dos vestibulares, para que seus filhos possam entrar nas universidades e seguir para um ramo profissional a partir de lá.

Nas provas de entrada na Universidade de São Paulo, cerca de 129 pessoas concorrem para uma única vaga em medicina, ou seja, mais de 99% dos candidatos que desejam ingressar em uma faculdade, que desejam exercer o seu direito de estudar, têm sua vontade ceifada. É válido destacar, ainda, que pode-se imaginar com um certo teor de tranquilidade que esse um candidato que consiga a vaga não terá vindo de uma favela, estudado em escola pública e pego duas conduções para à escola ao longo de anos. Essa vaga será destinada ao filho de um burguês, possivelmente, que fez cursinho, estudou em escolas caras preparatórias apenas para aquela prova e não precisou, em nenhuma ocasião, ajudar na renda familiar enquanto jovem. Os vestibulares não possuem nem a lógica neoliberal meritocrática que tentam emplacar; o que já seria ruim. Seu caráter é de classe.

No começo da pandemia, quando o cenário ainda era incerto, o governo federal por meio do entreguista Paulo Guedes destinou mais de um trilhão de reais para os banqueiros, na tentativa de garantir que não perdessem apoio no momento de crise que se sucederia. Segundo matéria do jornal O Globo, um aluno cursando uma faculdade pública, sem ter gastos, custaria cerca de 3 mil reais para o governo. Partindo do ponto que exatamente 3.396.632 de pessoas se inscreveram no ENEM neste ano, o gasto do governo federal com a educação destes jovens seria, segundo cálculos baseados em dados da própria imprensa capitalista, um pouco superior à 10 bilhões de reais, ou seja, 100 vezes menor do que o destinado pelo mesmo governo aos bolsos dos banqueiros que enriquecem com o suor do trabalhador.

Não se trata de não possuir dinheiro, como é a desculpa oficial dada pela burguesia, mas sim de prioridades. Os tubarões da educação não podem tolerar todos os filhos dos trabalhadores em universidades por diversos motivos, seja porque a distância entre as classes é fundamental para a manutenção do seu domínio econômico, seja porque precisam sucatear o ensino público para forçar com que a educação se torne uma mercadoria; assim como desejam fazer com, dentre outras coisas, a saúde.

A educação não é um privilégio, mas um direito. Os trabalhadores não terem acesso a um sistema público de ensino é um declarado ataque à toda a classe e, sobretudo, à juventude operária. Se no começo de 2021, com 200 mil mortos notificados e sem vacina, a burguesia avançou nos planos dos vestibulares presenciais apenas por funções econômicas e sem se importar com a morte de vários, não será agora que o lucro será deixado de lado para o acesso à educação da população se tornar prioridade. É preciso lutar pelo fim do ensino privado, pelo fim dos vestibulares e por uma educação pública, gratuita e, sobretudo, para todos.

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