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EUA

Eleições nos EUA: ninguém vai preso ou censurado

Até mesmo os democratas já falaram em manipulação das eleições


O ano de 2022 foi assustador quando tratamos de liberdade de expressão e direitos democráticos no Brasil. Foram meses de repressão, sobretudo por parte do judiciário, para qualquer um que se atrevesse a questionar qualquer atitude tomada por uma instituição democrática.

Isso se aplicou para partidos políticos, pessoas comuns e, no fim das contas, qualquer um que tivesse a ousadia de falar contra o Estado brasileiro. Quando chegaram as eleições, vimos um fenômeno assustador de fechamento do regime, no qual qualquer um que ousasse falar algo contra ou até mesmo levantasse um questionamento sobre as instituições, o Tribunal Superior Eleitoral, as urnas eletrônicas ou as pesquisas era linchado até não poder mais colocar a cara para fora de casa sem ser açoitado por um esquerdista eleitoreiro histérico.

O mais engraçado é que tal fato não foi visto, por exemplo, nas eleições dos Estados Unidos, com enfoque naquela ocorrida em 2020, a qual elegeu Joe Biden. Diversos parlamentares republicanos ligados ao trumpismo, assim como o próprio Donald Trump, falam a torto e a direito, denunciando tudo o que pensam para qualquer um que queira ouvir — inclusive, Trump ficou conhecido por nunca ter admitido derrota naquele ano, denunciando sistematicamente a ocorrência de uma fraude que resultou na subida de Joe Biden ao poder.

Não só isso, mas Trump já se prontificou a alertar que, mais uma vez, as eleições serão fraudadas: “Aqui vamos nós de novo! Eleições fraudadas!”, declarou o ex-presidente na rede social Truth Social, plataforma que criou após ser censurado em monopólios de redes sociais, como o Twitter.

“Os democratas continuam tramando porque sabem que estão com grandes problemas”, declarou Trump no final de outubro. “Felizmente, grandes patriotas e autoridades eleitas estão observando tudo isso de perto.” A declaração foi motivada por uma denúncia de um sítio local que afirmava que, no estado da Pensilvânia, milhares de cédulas de votação foram devolvidas aos eleitores porque suas identidades não haviam sido verificadas.

Esse pensamento também é muito comum na população. Trump, no fim das contas, chegou às eleições de meio de mandato com mais popularidade do que Joe Biden, o qual preside um país instável e prestes a explodir. O democrata também surgiu do nada como candidato opositor e sua imagem foi construída em cima de políticas identitárias, assim como as polêmicas envolvendo sua pessoa e sua família foram abafadas durante a eleição, a exemplo do caso de seu filho, Hunter Biden, que explodiu tempo depois do atual presidente ser eleito.

O fato é que, polêmicas após polêmicas, as figuras da política norte-americana não se seguram em denunciar o que acham ser manipulação ou não. A censura por parte do Estado não chega nem perto, por exemplo, da que acontece no Brasil — e isso apenas por questionar. A liberdade de expressão, apesar de ainda ser ferida, é um direito muito mais consolidado.

É engraçado observar como até mesmo os democratas, que são tratados como uma espécie de “centro-esquerda norte-americana”, por mais aberrante que isso possa ser, denunciam possíveis fraudes na eleição. Recentemente o jornal imperialista New York Times afirmou que a Rússia está pronta para ativar seus “bots e trolls” para as eleições de meio de mandato, ou seja, de alguma forma, o imperialismo tenta colocar que a Rússia poderia interferir nas eleições norte-americanas. Por mais absurdo que isso posso parecer, é interessante observar que, se essa declaração ocorresse no Brasil, já poderíamos esperar uma liminar de Alexandre de Moraes para que o jornal fosse fechado, multado, e para que o redator da matéria rezasse 29 aves marias para não ir diretamente para a prisão.

Isso é mais um exemplo, sobretudo para os grandes defensores da democracia e das instituições brasileiras, de que, no capitalismo, nada disso é sagrado. É até estranho ter que explicar para aqueles que se dizem contra o sistema que esse mesmo sistema não é confiável e que deve ser questionado, que a burguesia não está do lado dos trabalhadores e irá fazer de tudo para sabotá-los e que eles devem ter princípios que precisam ser defendidos.

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