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Organizar os professores

Educação: fora Lemann, Globo, Itaú e ONGs imperialistas!

Essa política adotada na transição não deve ser aceita pelos trabalhadores. O governo Lula foi eleito pelos de baixo, não por banqueiros golpistas e neoliberais


Após a vitória de Lula (PT) a presidente nas eleições, a linha política do futuro governo se colocou em disputa. Lula se elegeu sem qualquer dependência do poder da burguesia e, inclusive, contra ela. No entanto, a chamada terceira via, o setor mais imperialista da burguesia, busca se infiltrar no futuro governo, e pressiona com tudo para isso. Na educação, essa tendência ficou evidente com o anúncio de uma reunião que ocorreu na terça-feira (08/11), de Fernando Haddad, ex-ministro da educação de Lula, com representantes de entidades interessadas nas políticas educacionais, entre eles uma série de institutos ligados a bancos.

A reunião, para discutir os pontos a serem priorizados na pasta da Educação no governo Lula, reuniu um quadro diverso de abutres e vampiros neoliberais.

Entre os presentes, Priscila Cruz, presidente do Todos Pela Educação, entidade ligada à Rede Globo, com a fundação Roberto Marinho entre sua lista de apoiadores, entre uma série de outras, e o Itaú Social, Instituto Unibanco, Fundação Bradesco etc. listados no sítio da organização como mantenedores dela, ou seja, uma ONG ligada aos bancos e ao imperialismo.

Também a herdeira do Itaú, Neca Setúbal, que busca se apresentar como progressista, se utilizando do identitarismo para realizar um verdadeiro tráfico ideológico e político para dentro da esquerda. Ela tem se notabilizado pelo apoio de figuras com políticas inócuas na esquerda, para desvirtuar as pautas dos explorados, como a serviçal dos EUA, a “índia” Sonia Guajajara.

Cláudia Costin, da Fundação Getúlio Vargas, tradicional organização neoliberal que em nada representa o nome, é notória na educação. Costin foi secretária da educação do estado do Rio de Janeiro, à frente da qual levou uma gestão profundamente neoliberal. Cláudia Costin também foi Diretora Global de Educação do Banco Mundial.

São somadas tais aberrações ao Instituto Lehmann, representado por Denis Mizne. O Instituto Lehmann se notabilizou na política brasileira com Tábata Amaral, defensora ávida da Reforma da Previdência, que destruiu as aposentadorias dos trabalhadores do país. Em um primeiro momento, se fez uma grande propaganda da parlamentar como se fosse esquerdista, uma farsa desde o primeiro momento, que encobriu essa urubu de banqueiro, e que agora encampa a frente ampla.

Ainda, Ana Inoue, do Itaú Educação e Trabalho e Ricardo Henriques, do Instituto Unibanco, completam o quadro macabro.

Outros nomes na reunião foram Francisco Soares, ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), e Luiz Henrique Paim, secretário executivo no governo Lula e ministro da Educação em 2014 no governo Dilma Rousseff, que coordenou a reunião com Haddad.

Algo notório pela ausência na reunião são os trabalhadores da educação. Os professores não foram agraciados com um convite para suas organizações sindicais e entidades de classe. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, segunda maior confederação do país, filiada à CUT, com 50 entidades filiadas e mais de 1 milhão de sindicalizados, não pôde expressar as prioridades para a educação sob os olhos dos trabalhadores da área que representa.

A CUT, à qual a CNTE é filiada, é a maior central sindical da América Latina, e a Apeoesp, sindicato estadual dos profissionais da educação de São Paulo, filiado à CNTE, é o maior sindicato da América Latina,  representando 180 mil sindicalizados.

Essa política adotada na transição não deve ser aceita pelos trabalhadores. O governo Lula foi eleito pelos de baixo, não por banqueiros golpistas e neoliberais, que buscam destruir e privatizar a educação brasileira. O ensino público serve ao povo, e deve estar, portanto, sob o controle da população. Como um direito inalienável do cidadão, o direito à educação deve ser garantido e o é, pelas lutas dos trabalhadores da área e pelo conjunto dos trabalhadores brasileiros. Contra a repressão policial que espanca a categoria de maneira rotineira em greves e movimentos pela melhora da educação pública, contra a perseguição aos profissionais que denunciam a precarização da educação pública, a falta de infraestrutura nas escolas e a politicagem que ocorre no sistema de ensino na esfera da administração governamental.

A luta dos trabalhadores da educação deve continuar e impor ao governo a sua política. A pressão se deve fazer de todos os modos para que a educação pública seja de fato pública, para todos e sob o controle dos trabalhadores. Com ensino integral, em tempo integral, merenda digna, salários dignos e formação excepcional para os profissionais da área e os estudantes de todos os níveis, desde o desenvolvimento infantil, passando pela escolarização toda e até o ensino superior, com livre acesso. É Lula presidente, por um governo dos trabalhadores!

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