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Anti-imperialismo

Cuba e Argélia: a história de um ponto de partida muito humano

Um dos programas mais nobres e esperançosos da Revolução Cubana começou na República Democrática Popular da Argélia: a colaboração médica com o mundo


─ Yaima Puig Meneses e Alina Perera Robbio, Granma ─ Cuba e «a heróica e combatente Argélia» — como o Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz chamou a República Democrática Popular da Argélia, em 2001 — estabeleceram relações diplomáticas em 17 de outubro de 1962. Alguns meses antes, em julho do mesmo ano, o país magrebino havia conquistado sua independência da França, e a Ilha maior das Antilhas foi a primeira nação das Américas a reconhecer este fato.

Na terça-feira, 16 de novembro, o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, iniciou uma viagem internacional a este país irmão, que também o levará à Rússia, Turquia e China.

Há seis décadas, um caminho de cooperação e amizade começou a se desenvolver entre Cuba e a Argélia, que não tem carecido do apoio dos povos e governos em momentos difíceis e extraordinários de sua história. Estes laços foram forjados ao longo dos anos, com Fidel Castro, Raúl Castro, Che Guevara e os principais líderes argelinos como os principais arquitetos desta irmandade.

Uma das mais belas rotas do caminho de amizade construído entre as duas nações começou em maio de 1963, quando uma velha aeronave Britania, da Cubana de Aviação, partiu para a Argélia com 29 médicos, quatro odontologistas, 14 profissionais de enfermagem e sete técnicos de saúde.

«Hoje podemos enviar apenas 50, mas em oito ou dez anos, quem sabe quantos, e estaremos ajudando nossos irmãos», disse o Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, em outubro de 1962, na inauguração do Instituto das Ciências Básicas e Preclínicas Victoria de Girón, em Havana, quando compartilhou com os médicos cubanos a necessidade de alguns deles irem apoiar o povo argelino, onde havia muitas doenças negligenciadas e muito poucos profissionais de saúde para combatê-las.

Naquela época, pouco mais de 50 colaboradores cubanos chegaram à Argélia. Quase 60 anos depois, o número ultrapassa 4.500. Esse momento foi a gênese de um dos programas mais nobres e esperançosos da Revolução Cubana: a colaboração médica com o mundo. Hoje, mais de 605.000 trabalhadores da área da saúde prestaram assistência em 164 nações.

Os vínculos de cooperação não se limitaram apenas ao campo da saúde: ao longo dos anos, eles se estenderam a outros setores estratégicos, como a indústria farmacêutica e biotecnológica, a agricultura, o ensino superior e o esporte.

Há muitos acordos e documentos com base nos quais estão sendo feitos progressos em projetos de interesse mútuo. Argélia e Cuba, unidas por décadas pelas lutas de libertação de seus povos, hoje também defendem o direito de suas nações ao progresso.

Numerosas visitas de delegações de alto nível foram realizadas entre os dois países, e de particular importância no fortalecimento dos laços foram as visitas do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz e do general-de-exército Raúl Castro Ruz, que visitaram a Argélia pela última vez em 2015, em sua qualidade de presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros.

Coordenação e acordo definem as posições das duas nações nas organizações internacionais, bem como a amizade, solidariedade e cooperação distinguem os laços entre os dois povos e os governos.

Tal como disse Rodrigo Malmierca Díaz, ministro do Comércio Exterior e o Investimento, na cerimônia realizada no Palácio da Revolução para comemorar o 60º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas, Cuba continuará dando a sua modesta contribuição apesar das complexidades. «Nós o fazemos com a profunda convicção de que a solidariedade não é uma opção, mas uma necessidade», disse.

A solidariedade, precisamente, foi o ponto de partida para tantos eventos comuns que construíram a história de Cuba com a Argélia; e vice-versa, porque a proximidade é sempre um caminho de reciprocidade.

ITINERÁRIO DA TURNÊ INTERNACIONAL DO PRESIDENTE DIAZ-CANEL

• Os laços diplomáticos entre Cuba e Türkiye, desde 1952, têm sido caracterizados pelo respeito mútuo e por uma atmosfera positiva reforçada por frequentes intercâmbios de alto nível. Após a visita do presidente Recep Tayyip Erdogan a Cuba, em fevereiro de 2015, foram feitos grandes progressos nas áreas de comércio e investimento, turismo e transporte aéreo, entre outros. O país eurasiático tem votado todos os anos na Assembleia Geral da ONU a favor da resolução sobre a necessidade de acabar com o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos EUA contra Cuba.

• Na Rússia, o presidente cubano reafirmará os laços de amizade entre os dois povos e os governos, e o potencial de cooperação. Moscou mantém excelentes e históricas relações bilaterais com Havana, baseadas nos laços tradicionais de fraternidade que unem os dois países. As duas nações têm um alto grau de uniformidade em suas opiniões sobre diferentes questões da agenda global, e o papel das instituições internacionais.

• A China também receberá, com sua proverbial hospitalidade, o presidente cubano e sua delegação, que encerrará sua viagem no domingo, 27 de novembro. A amizade entre Cuba e a China começou com a chegada em Havana dos primeiros culis chineses, em 1847, alguns dos quais participaram das guerras de independência contra o colonialismo espanhol. Cuba e a China, bem como seus respectivos partidos comunistas, celebraram este ano o 62º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países, baseadas na colaboração, solidariedade e respeito. Pequim é atualmente o maior parceiro comercial da Ilha na Ásia.

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