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Guerra, miséria e fome

Crimes da Rainha Elizabeth II à frente do imperialismo britânico

Por trás da construção de uma dos maiores contos de fábulas contemporâneos, esconde-se uma perversa monarca


A Rainha Elizabeth II pode ser incluída na lista dos maiores genocidas dos séculos XX e XXI. Foram 70 anos de domínio a um império, sendo um condomínio do imperialismo norte-americano. A rainha, que pode até dissolver o parlamento e nomear lordes, duques e duquesas, fala constantemente com seus apaniguados vindo da câmara dos comuns.

Todas as decisões do parlamento e do primeiro-ministro precisam, necessariamente, ser aprovadas por ela, inclusive declarações de guerra. Na prática, um monarca britânico não barra uma decisão desde o século XVIII, mas, de qualquer maneira, ela poderia pôr um basta nos crimes que a Inglaterra cometeu contra o mundo, mas não o faz porque concorda com todos eles. Portanto, ao contrário do que a imprensa capitalista tenta mostrar, uma boa velhinha, com cara de vovó fofa, na verdade é uma criminosa política. Vamos rever os 10 maiores crimes da Vovó do Imperialismo:

Quênia

Em 1952, Churchill argumentou que as terras férteis do Quênia deveriam ser apenas para pessoas brancas e aprovou a remoção forçada da população local. Centenas de milhares de quenianos foram forçados a entrar em campos. Foi a revolta dos Mau-Mau, movimento de independência. O movimento vindo do grupo Kikuyus, tinha a finalidade de libertação e arregimentou muita gente. Churchill mandou passar fogo e matou mais de 100 mil quenianos, com 320 mil prisioneiros. Vários milhares de prisioneiros são torturados e cerca de mil execuções.

Irlanda

Em 30 de janeiro de 1972, o massacre do Domingo Sangrento foi perpetrado pelo regimento de paraquedistas do exército britânico que matou 14 civis em uma marcha pacífica de protesto em Derry, Irlanda do Norte. Após o massacre, os britânicos mentiram sobre as vítimas, mas na verdade, todas as vítimas estavam desarmadas, cinco delas foram alvejadas pelas costas. O IRA se fortaleceu e toda uma campanha antiterror foi realizada a fim de expandir o MI-6 e toda maquinaria de espionagem e violência da Rainha.

Iraque

A Grã-Bretanha, com o Ministro da Terceira Via, invadiu o Iraque e matou mais de 1 milhão de pessoas, e promoveu um dos maiores deslocamentos de seres humanos de todos os tempos. Blair e toda a máquina de destruição do Reino Unido ajudou a organizar o ISIS e toda indústria do terror no Oriente Médio a partir desse grupo de falsa bandeira. Há dez anos, tentando se eleger novamente, Blair chegou a reafirmar: “A decisão que tomei, e francamente tomaria de novo, foi que, se houvesse qualquer possibilidade de que ele (Saddam) pudesse desenvolver armas de destruição em massa, nós deveríamos impedi-lo”. Disse ainda que Saddam merecia ser enforcado por ser um “monstro e acredito que ele ameaçava não apenas a região, mas também o mundo”. Após responder perguntas, por seis horas, Blair foi confrontado por membros do público que o criticaram.

Afeganistão

Na foto aqui está o príncipe Harry, neto de Elizabeth que se gabou de ter matado no Afeganistão. Ele pilotava helicópteros Apache e jatos coordenados para lançar bombas de 500 libras em pessoas que ele chamava de “Terry Taliban”. O netinho da vovó Elizabeth, questionado sobre se tinha matado insurgentes nesse período, ele disse: “É, assim, muita gente. Sim, disparamos quando precisamos, tiramos uma vida para salvar uma vida, mas essencialmente somos muito mais uma dissuasão do que qualquer outra coisa.” Não é verdadeiro que houve dissuasão, o que ocorreu foi a tentativa de destruição de um povo.

Iêmen

A Grã-Bretanha realizou uma guerra secreta no Iêmen que levou a 200.000 mortes entre 1962-70 e mortos impunemente em Aden. Hoje, as armas da Grã-Bretanha aconselham e supervisionam o bombardeio da Arábia Saudita no Iêmen.

Líbia

Retratado aqui é o que a Líbia foi transformada após 6 meses de bombardeio da OTAN que ajudou milhares de terroristas apoiados pela Grã-Bretanha. O governo britânico desempenhou um papel fundamental para garantir que o país mais desenvolvido da África, de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, fosse esmagado. Depois de toda barbaridade da Rainha, o Reino Unido reconheceu os rebeldes como ‘governo legítimo’ da Líbia, realizando a expulsão dos últimos diplomatas líbios fiéis ao ditador Kadhafi.

Guiana

Em 1953, a Grã-Bretanha sob Churchill ordenou a derrubada do líder democraticamente eleito da ‘Guiana Britânica’. Ele despachou tropas e navios de guerra e suspendeu sua constituição para pôr fim ao plano de nacionalização do governo. Elizabeth mandou derrubar Cheddi Jagan do Partido Progressista Popular (PPP), com ajuda do MI-6 e a ideologia macarthista, alegando que o esquerdista Jagan era um comunista.

Irã

Em 19 de agosto de 1953, a Grã-Bretanha lidera um golpe de Estado, conhecido como Operação Ajax, que derrubou governo eleito no Irã. A Operação Ajax foi liderada pelo MI-6, serviço secreto especial da Coroa Britânica, e derrubou Mohamed Mossadegh. Mensagens codificadas foram colocadas na BBC para que o Xá soubesse como a operação foi realizada. O golpe viu a transição da monarquia constitucional de Reza Pálavi para um parlamentarismo centralizado, introduzindo o poder moderador organizado do Reino Unido e Estados Unidos para controlar os fluxos de petróleo, o que foi revertido com a Revolução Iraniana.

Coreia

Mais de 80.000 soldados britânicos foram para a Coreia entre 1950-53 para ajudar os EUA no assassinato de 4 milhões de pessoas. Como líder para assuntos de guerra do Reino Unido, Elizabeth autorizou um dos maiores massacres da história da humanidade, e anualmente leva o mesmo número de soldados para realização de exercícios militares na parte sul da península coreana.

Malásia

Os britânicos travaram guerra na chamada Emergência Malaia, a fim de saquear borracha e estanho entre 1948-60. A Emergência Malaia foi um conflito que aconteceu na Malásia entre a Rainha e a guerrilha. Todas as forças armadas da Commonwealth foram enviadas contra o Exército de Libertação Nacional Malaio (ELNM), braço do Partido Comunista da Malásia, de 1948 a 1960. Em meio a esse procedimento genocida, o Reino Unido ajudou a pulverizar agente laranja em plantações de alimentos como parte da campanha. Os EUA tiraram lições disso para sua guerra contra o Vietnã.

Egito

Após a Revolução Egípcia feita pelo nacionalista Gamal Nasser e posterior tomada do controle do Canal de Suez, o Reino Unido organizou diversas formas de sufocar a economia egípcia, e sua nascente autodeterminação. Na política de tolerância zero, o Reino Unido sucumbe ao apoio à Israel e Estados Unidos para recuperar o canal, o que vai levar a região a um profundo conflito. O trabalho de Elizabeth foi estabelecido com uma guerra de desgaste contra o Egito através de intensa propaganda anti-Nasser, que promovia uma política de características terceiro-mundistas e “desenvolvimentista”. Com o rompimento de relações com a França pelo apoio financeiro dado ao Egito, Reino Unido vai para o tudo ou nada para invadir o Egito, penetrando pelo Sinai até chegar ao Canal de Suez. O Egito reagiu e, no dia seguinte, começam os bombardeios britânicos e franceses às portas do país, numa operação imperialista de grandes proporções. Egito ganhou no terreno da política e a ONU determinou a retirada das tropas britânicas para não agravar a situação no Oriente Médio.

Malvinas

Marcada por uma das guerras mais curtas e sangrentas do século XX. O saldo final da guerra foi a recuperação do arquipélago pelo Reino Unido com a morte de 649 soldados argentinos, 255 britânicos e 3 civis das ilhas, em menos de 60 dias. Bombardeios dos Avros foram massivos e inviabilizaram a tentativa de retomada da Ilha pelos argentinos.

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