Dia do bancário

Comemorar? Bancários devem retomar os meios históricos de luta

O dia do bancário surgiu da uma poderosa greve iniciada nesta data no ano de 1951, a paralisação dos trabalhadores se estendeu por 69 dias tendo episódios de repressão pela polícia

O dia do bancário surgiu de uma poderosa greve iniciada nesta data no ano de 1951, a paralisação dos trabalhadores se estendeu por 69 dias tendo episódios de violenta repressão pela polícia. Essa é considerada a maior greve nacional da categoria, na época o custo de vida segundo índices do governo teria aumentado em 15,4%, os bancários exigiam aumento salarial de 40% e os banqueiros ofereciam apenas 20%, ao final os trabalhadores conquistaram impressionantes 31%. 

Esse fato demonstra que não se pode alcançar grandes conquistas sem organizar expressivas mobilizações dos trabalhadores das instituições financeiras. É importante salientar que a poderosa categoria de bancários também enfrentou a ditadura militar e conquistou a carga horária de 30 horas semanais. 

Os bancários estão acumulando grandes perdas de direitos principalmente a partir o golpe de estado contra a presidenta Dilma Rousseff em 2016, destaque para a destruição dos planos de carreiras e condições de trabalho. Diferente do que a direção do movimento busca fazer crer, nunca tivemos motivos para comemorar o magro aumento salarial de 11%, o qual estaria acima de um índice de inflação totalmente falsificado de 10%.

Os alimentos e combustíveis que tem grande peso no orçamente familiar tiveram respectivamente, inflação acumulada nos últimos 12 meses de 14,1% e aumento de 40% somente neste ano. Nem falar dos aumentos de energia elétrica e gás que também não acompanham a inflação. É importante destacar ainda aumentos que não entram na conta da inflação como aumento da alíquota de imposto de renda e da contribuição seguridade social, esta ainda mais criminosa tendo em conta o confisco da previdência.

Diferente da política de contenção da luta da categoria, ou seja, de mobilização nas redes sociais (tuitaços) que não colocam medo nenhum nos banqueiros, os trabalhadores precisam se organizar e parar os bancos, esta única forma de luta que atinge diretamente os interesses (lucro) e de verdade coloca medo nos banqueiros.

Somente uma poderosa greve nacional pode garantir, além de contratações de pessoal, fim das criminosas metas e avaliações de desempenho, um salário vital que segundo o DIEESE, outra conquista de 1951, deveria ser de pelo menos 6500 reais líquido.

Os bancos são os grandes responsáveis pelo endividamento da população e ficam com quase 50% de tudo que o país produz, enquanto os maiores bancos lucraram somente com tarifas mais de 74 bilhões de reais e já projetam o maior lucro da história, mais de 125 milhões de brasileiros não fazem três refeições diárias e a maior parte dos trabalhadores estão desempregados ou em condições precárias de trabalho. É preciso estatizar o sistema financeiro nacional e colocar os bancos sob controle dos trabalhadores.

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