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Campanha contra o Brasil

Casagrande falsifica a realidade do jogo para atacar Neymar

O ex-jogador está condicionado a atacar Neymar e a Seleção e só mostra aquilo que o interessa


Quando lemos os comentários de alguns colunistas esportivos, temos a impressão de que eles só estão ali para falar mal da Seleção Brasileira. Walter Casagrande Jr., colunista do Uol/Folha de S. Paulo parece ser um caso como esse, com especialidade em atacar Neymar.

Acabou o primeiro jogo do Brasil, uma exibição espetacular do time, e Casagrande já disparou contra o time brasileiro. Como não tnha muito como falar mal da exibição do Brasil, o jeito foi inventar coisas.

De trás para frente, a primeira foi a velha tentativa de criar uma rixa na Seleção opondo um jogador ao outro. Nesse caso, opondo Neymar a Richarlisson.

“Um cara que não perdeu a sua raiz e se preocupa com o seu país, sem precisar de candidato ou de partido político (…) Acho que a garotada do mundo está vendo surgir um verdadeiro ídolo. Um ídolo que não ostenta, que se preocupa, que apesar de ser um jogador da seleção brasileira numa Copa do Mundo é, antes disso, um verdadeiro cidadão brasileiro”

Embora não cite Neymar, quem acompanha as críticas idiotas feitas por Casagrande a ele sabe que aqui ele está comparando Richarlisson com Neymar.

Os jogadores da Seleção, em primeiro lugar, Neymar, são criticados por não ser politizados. Subentende-se, por essas críticas aos jogadores, que eles deveriam ser diferentes da maioria dos atletas do mundo. Só os jogadores brasileiros são cobrados, só eles precisam “ser politizados”, seja lá o que isso significa, afinal “politizar-se” não significa toar posições políticas corretas. Neymar, para ser justo, tem posição política, de direita, bolsonarista, errada, mas tem.

Mas para atacar Neymar, Casagrande transformou Richarlisson ao mesmo tempo num politizado e em um não politizado. Vejam só: segundo Casagrande, o 9 do Brasil “se preocupa com o seu país, sem precisar de candidato ou de partido político”.

Nessa simples frase acima, Casagrande se revela ser ele o primeiro despolitizado dessa história toda. Se preocupar com o país é bonito, mas não significa politização, ter candidato e partido político, mesmo que errado, mesmo que seja de direita, é um passo concreto no sentido de uma politização. Mas Casagrande é um despolitizado, para ele, não é preciso nem “candidato”, nem “partido político”. Notem aqui que eles não está falando de Bolsonaro nem do partido de Bolsonaro, a colocação é genérica.

É muito interessante acompanhar as críticas de Casagrande na imprensa capitalista porque elas traem as próprias ideias que ele diz defender.

Após revelar toda a sua despolitização – nós perdoamos Casagrande, pois diferente dele, nós não cobramos das pessoas coisas que estão além da sua limitação – Casagrande arremata, novamente numa comparação indireta, dizendo que Richarlisson sim é um “ídolo de verdade”.

Que Richarlisson  está se tornando ídolo, eis uma verdade. Mas para que comparar um com o outro? A resposta é simples. Casagrande está tentando criar entre os jogadores da Seleção um clima ruim. Casagrande quer que os jogadores se estranhem, que percam sua sintonia que nitidamente é grande no elenco. Casagrande joga contra a Seleção.

Mas não é só isso. Para atacar Neymar, Casagrande parece ter visto outro jogo.

“Neymar foi uma figura completamente apagada no primeiro tempo. Não criou, não chutou a gol, não deu um passe importante. Aliás, perdeu muito a bola na tentativa de dribles em lugares mortos do campo”.

Casagrande nem parece que jogou bola na vida. Será que só ele não percebeu que a Seleção, não apenas Neymar, estava no primeiro tempo buscando furar o bloqueio sérvio? Por que ele não critica o esquema de jogo feio da Sérvia? Será que ele não percebeu que Neymar se apresentava para o jogo o tempo todo em todas as partes do campo para buscar justamente um espaço para furar esse bloqueio? Casagrande viu, mas ele precisa cumprir o papel para o qual ele está contratado pela imprensa capitalista que é falar mal da Seleção. Casagrande está condicionado a ver tudo de ruim da Seleção, mesmo quando é para falar bem, ele acaba falando mal.

Tanto foi assim que, no segundo tempo, provavelmente com orientação de Tite, Neymar conseguiu furar o bloqueio sérvio. Casagrande também figiu não ver que o primeiro gol do Brasil só saiu por causa de Neymar, numa jogada espetacular, deixando para trás pelo menos três zagueiros numa finta de corpo que deixou Vini jr livre para bater para o gol e Richarlisson aproveitar o rebote.

Vejam só, Casagrande, que jogou futebol, não viu essa jogada de Neymar. Não falou uma palavra sequer sobre essa jogada. Limitou-se a falar mal do jogador brasileiro sem nem considerar essa questão. O que é isso se não pura e simples má intenção?

Outra coisa escandalosa: Casagrande fala mal de Neymar mas não cita o fato de que o jogador foi o mais caçado em campo de toda a primeira rodada da Copa do Mundo. Levou nove faltas, até ir para no vestiário contundido. Casagrande, que jogou bola, não poderia ter citado esse dado? Poderia, mas não citou porque seu interesse é simplesmente atacar Neymar e com isso atacar a Seleção inteira.

Por fim, mais uma consideração de Casagrande que nos passa a impressão de que ele nunca jogou bola na vida.

“Chegou a vez de Vinícius Jr, Rodrygo, Antony e, obviamente, Richarlison. E o que mudou? A agressividade e a velocidade da seleção melhoraram muito. O Brasil começou a ditar o ritmo e a dinâmica da partida, e isso me agradou muito mesmo”.

Dizer que a entrada desses jogadores mudou o ritmo de jogo do Brasil é simplesmente uma falsificação. Não que esses jogadores tenham jogado mal, pelo contrário, mostraram que o Brasil é o que é: um celeiro de craques e gênios da bola.

A falsificação está no que aconteceu antes. Primeiro, após o segundo gol, o time sérvio parou de jogar e a Seleção toda se soltou, podendo mostrar o seu verdadeiro futebol, sem as amarras do jogo truncado enquanto estava 0 a 0. Os reservas que Tite colocou, entraram já com o jogo nesse espírito, o que facilitou para que eles jogassem soltos, tranquilos, pudessem ser agressivos e velozes.

Vejam só. Quem abriu o espaço sérvio que resultou no primeiro gol, ou seja, quem abriu em primeiro lugar a muralha sérvia foi Neymar. Gostem ou não. E como toda a muralha de contenção, como um dique que está segurando uma represa, uma vez que se faz  primeiro furo, é muito mais provável que a muralha vai desmoronar e de fato desmoronou.

Por que Casagrande não fala desse fato? Por que ele não mostra a importância de Neymar nesse sentido? Porque a regra é falsificar a realidade, é mostrar apenas aquilo que o interessa e o interesse aqui é falar mal de Neymar e criar um clima negativo entre os jogadores. É uma política contra a Seleção Brasileira.

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