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Venezuela

Após boicotar duas eleições, Guaidó exige data de eleições gerais

Fantoche fracassado do imperialismo ainda busca fingir ter algum tipo de autoridade, o que não é realidade nem mesmo dentro do bloco golpista


─ Michele de Mello, Brasil de Fato ─ O ex-deputado venezuelano Juan Guaidó anunciou uma nova estratégia para a oposição. Após boicotar todos os processos eleitorais realizados desde 2019, após sua autoproclamação, Guaidó lança a agenda “Salvemos Venezuela”, exigindo uma data para eleições gerais. 

“A data deve ser definida o quanto antes. Esperar é morrer, o tempo é curto”, afirmou Guaidó em uma coletiva de imprensa na sede do seu partido Vontade Popular, na última terça-feira (15).

O autoproclamado no entanto não explica de que forma e por quais motivos seria convocado um novo processo eleitoral. Há duas semanas os opositores perderam a oportunidade de convocar um referendo revogatório para encurtar o mandato do presidente Nicolás Maduro.

Para abrir o processo era necessário o apoio de 20% do eleitorado venezuelano, equivalente a 4,2 milhões de pessoas, e a oposição conseguiu coletar apenas 42.241 assinaturas. Com isso, as próximas eleições estão previstas para 2024.

Outros três pontos da nova agenda defendida pelo ex-deputado são: pressão internacional, impulso da retomada dos Diálogos no México e fortalecimento da unidade opositora, com a convocatória de um processo de base para eleger as lideranças opositoras.

Durante a coletiva de imprensa, pela primeira vez Guaidó, que ainda se considera o líder da oposição, não estava acompanhado de representantes dos quatro maiores partidos opositores, o chamado G4: Ação Democrática, Primeiro Justiça, Um Novo Tempo e Vontade Popular.

Sem oferecer detalhes, o opositor convocou atividades de mobilização na quinta-feira (17) e no sábado (19) no interior da Venezuela.

Enquanto isso, representantes dos partidos Ação Democrática e Primeiro Justiça já estão realizando atividades em todo o país para promover eleições primárias dentro da oposição a fim de escolher o próximo candidato à presidência.

“Todo mundo deve participar da organização e concepção de qualquer atividade como um esforço conjunto. Não é momento de lideranças pessoais, esta é uma plataforma unitária”, afirmou Juan Guanipa, ex-deputado do partido Primeiro Justiça.

Já o deputado Edgar Zambrano, do Ação Democrática, também afirmou que é momento de acabar com os egos e com a “feira de vaidades” que existe dentro da oposição. Zambrano ainda usou o exemplo do estado Barinas para reiterar que com unidade a oposição pode vencer eleições. 

Em janeiro, o opositor Sérgio Garrido foi eleito governador do estado natal de Hugo Chávez, pela Mesa de Unidade Democrática (MUD).

Em três anos de autoproclamação, Guaidó mudou seu discurso e “estratégia de derrubada do regime” em algumas ocasiões. Começou com “fim da usurpação, governo de transição e eleições livres”, em janeiro de 2019, mudando para um “acordo de salvação nacional” e a composição de plataforma unitária que iria sentar com os representantes de Maduro na Mesa de Diálogo no México. Agora, em 2022, ele chega à nova agenda, com seu “salvar a Venezuela”.

As mudanças de discurso refletem a derrota dos planos desestabilizadores iniciados em 2019 e também o isolamento de Guaidó dentro da oposição.

O ex-deputado passou caiu em desgraça entre os opositores, indo de ser chamado “presidente interino” entre os seus aliados para tornar-se presidente do Conselho Legislativo da Assembleia Nacional eleita em 2015, até ver essa estrutura voltar-se contra ele, com “tribunal” do governo paralelo investigando sua má gestão de fundos públicos venezuelanos no exterior e os demais ex-deputados dessa mesma oposição criando artifícios para restringir seu acesso aos fundos desbloqueados.

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