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Abraço de morte

Apoio a Freixo e as alianças do PT com seus falsos aliados

Marcelo Freixo e outros nomes da política burguesa tem mais prejuízo do que vantagens a dar à candidatura Lula


Como disse Rui Costa Pimenta na Análise Política da Semana (3), a política de alianças do PT para as eleições são um verdadeiro show de horrores. Vale lembrar que já entramos em abril e, tirando o PCO, nenhum partido de esquerda formalizou o apoio à candidatura Lula para a presidência.

Apoiar Alexandre Kalil (PSD), que mandou a Guarda Municipal, no dia 25 de março, agredir violentamente um pequeno grupo de professores, ajuda em que a candidatura Lula? Um professor teve traumatismo craniano e foi socorrido desacordado. Leia aqui matéria detalhando o caso.

É preciso dizer que a insistência de Alckmin como vice na chapa de Lula não tem ajudado em nada. Na verdade, é um balde de água fria no ânimo de muitos simpatizantes que têm enorme rejeição no pessebista de alma tucana. Não bastasse isso, a imprensa burguesa, que até ontem protegia o tucano, tem muita munição para atacá-lo, ou seja, é mais um flanco aberto para bombardearem a candidatura petista.

Marcelo Freixo (PSB, ex-Psol), é outra figurinha carimbada que vai ser apoiada pelo PT. O candidato é conhecido por suas posições direitistas e por ser apoiado pela Rede Globo. Em 2016, Paula Lavigne, ligada à Família Marinho, organizou um jantar que arrecadou R$100 mil para a campanha. Aliás, a empresária parece gostar desse valor: foram justamente R$100 mil reais que ela cobrou para fazer assessoria a Guilherme Boulos quando concorreu a prefeito de São Paulo.

“Globáveis” apoiam Marcelo Freixo

“Gratidão não se cobra”

Na última eleição para a Prefeitura do Rio de Janeiro, Freixo retirou a candidatura mesmo tendo chances de ir para segundo turno ou até mesmo vencer. Inventou uma desculpa esfarrapada, de que não tinha todo o apoio que julgava necessário e desistiu. Na verdade, isso não passava de uma apoio velado a Eduardo Paes (DEM). Tanto é assim que em janeiro deste ano, Marcelo Freixo cobrou apoio de Paes no Rio e criticou uma articulação política entre o prefeito e presidente da Alerj, André Ciciliano. Como declarou o próprio Freixo “Eu apoiei o Eduardo Paes duas vezes quando era bom para o Rio. Gratidão não se cobra. Espero dele a mesma coisa. Acho que ele vê com receio um projeto no Rio que não possa controlar e se torne muito grande. Ele não deveria estar preocupado com a eleição daqui a quatro anos”.

Marcelo Freixo está preocupado com a carreira, e não a se submeter a um partido. Recentemente saiu do PSOL e passou a integrar o PSB, partido que é um praticamente uma extensão do PSDB. Quando Lula estava preso e a esquerda planejava toda uma luta para libertar o ex-presidente, Freixo disse que a palavra de ordem “Lula Livre” não unificava. Ou seja, que não iria fazer nada.

Apesar de Lula Livre ‘não unificar’, quem foi o primeiro a subir no caminhão de som em São Bernardo do Campo para tirar fotos e beijar a mão de Lula um dia após este ter deixado a prisão? Essas pessoas não estão verdadeiramente ao lado de Lula, são eles que estão se apoiando na popularidade do petista para conseguir votos e aparecerem na foto como esquerdistas. Em vez de somar, estão apenas subtraindo.

Freixo, Haddad e Boulos, ao fundo. Na cerimônia do Beija-mão.

Debandada do PSOL

Neste último período temos assistido a um fenômeno interessante, a saída de figurões do PSOL, o que mostra que esse partido nada mais é que uma colcha de retalhos onde ninguém se entende, por isso certas ‘celebridades’ se aproveitem para ficar ali durante um certo período para ganhar alguma visibilidade e depois saem sem a menor cerimônia. Como foram os casos de David Miranda, suplente de Jean Wyllys, que foi para o PDT e Isa Penna, que se mudou para o PCdoB.

A política do PSOL e Freixo são idênticas em relação a Lula: sabotar. O deputado Glauber Rocha, por exemplo, quer sair como candidato à presidência e sustenta que boa parte da militância não quer apoiar Lula.

No final de março, um grupo de militantes do PSOL lançou um documento intitulado O PSOL na encruzilhada, assinado por Babá, Milton Temer, Plínio de Arruda Sampaio Júnior, dentre outros.

O texto é bastante agressivo, diz que o PSOL “não tem vocação para ser um puxadinho do PT e, menos ainda, do Banco Itaú”. A memória não é forte de certas pessoas, pois o PSOL, durante os atos de rua do Bloco Vermelho por Lula Livre e Fora, Bolsonaro, esse partido esteve envolvido em viabilizar uma frente ampla com a direita para supostamente vencer Jairo Bolsonaro. Em um desses atos havia uma gravação de uma representante do Banco Itaú! O texto diz também que “as eleições de 2022 deixam o eleitor diante de alternativas tacanhas: escolher entre a dose máxima — Bolsonaro — e a dose mínima do veneno — Lula”. Ou seja, aqueles que estavam dispostos a se unir a direitistas que dão sustentação a Bolsonaro, chamam Lula de ‘veneno’.

O truque dessa gente é colocar Lula e o PT como neoliberais, o que faz com que setores da esquerda sustentem que sequer teria havido um golpe no Brasil, pois a direita e o PT seriam como faces de uma mesma coisa. Chegam a afirmar que “A estratégia de impostura à esquerda e usurpação à direita, que fez o PT ocupar praticamente todos os espectros do circuito político, transformou Lula no alfa e ômega da política brasileira — o político-síntese do embuste que encarna todas as contradições do sistema político brasileiro”.

Essa foi uma pequena amostra do que é capaz a esquerda brasileira que, diante de um caso concreto, ou seja, da oposição entre uma candidatura da extrema-direita; e, outra, da esquerda, do único que pode derrotar Bolsonaro, prefere ficar “do lado de ninguém”, lançar “alternativas próprias”. Em outras palavras, é ficar do lado extrema-direita. É a solução que esses setores da esquerda encontraram para “irem a Paris”, imitando aquilo que fez Ciro Gomes em 2018.

O tempo não para

O PT, tem que se apoiar nas massas para poder dar sustentação à candidatura de Lula, pois estas eleições vão ser uma guerra total. Os ataques da direita e a sabotagem da esquerda pode, sem dúvida, levar o ex-presidente à derrota.

As eleições são no início de outubro e já entramos em abril, ou seja, praticamente não haverá tempo para campanha. A prioridade tem de ser a abertura de Comitês de Luta, pois estes, ao contrário da esquerda pequeno-burguesa, estarão realmente engajados em eleger Lula e derrotar o golpe.


COTV

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