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Com Rui Costa Pimenta

Análise na TV 247: as eleições francesas e a política nacional

Analise Politica na TV 247 com Rui Costa Pimenta


Nesta terça-feira (19) às 16 horas, foi ao ar mais uma Análise Política na TV 247, com Rui Costa Pimenta.

Como de costume o programa inicia com um panorama internacional que por sinal está bem movimentado. Rui Costa Pimenta comenta a pesquisa que mostra Gabriel Boric, presidente recém-eleito no Chile, com 50% de rejeição “É um governo fadado ao fracasso, não fez nada de importante até aqui e já reprimiu a mobilização  dos estudantes, inclusive com morte. Não são governos de longo prazo, são expedientes que a burguesia utiliza para reconstituir o ambiente, e depois queimar esse governo.”

Rui faz uma ligação entre a situação chilena e a francesa: “Um caso que contribui para analisar a situação chilena são as eleições francesas, os 22% do Mélenchon estão tendendo ao voto em branco, a maioria não quer votar no Macron, mas sem o apoio do Mélenchon não dá de ganhar a eleição e nem de governar. Macron precisa de um acordo silencioso, Mélenchon chamou a população a votar nele para primeiro-ministro o que mostra esse acordo sendo costurado, se a esquerda não conseguir se desvincular dessa política imperialista está fadado ao fracasso é uma situação parecida coma a do Chile, onde a burguesia teve que recorrer à esquerda para controlar a situação”.

No caso brasileiro, a esquerda tipo social democrata tende a se chocar com o imperialismo, já a esquerda radical no Brasil é muito pró imperialista, aproveitando a crise da esquerda o imperialismo tratou de aliviar essa esquerda, segundo Rui, temos uma esquerda “ONGueira”, por isso Lula é para o imperialismo pior que o PSOL. Leonardo Attuch, jornalista e dono do portal Brasil 247 fez uma pergunta muito pertinente sobre este tema: Lula e Alckmin ameaçam mais do que uma solução radical de esquerda? Rui concluiu que sem dúvida, mesmo privilegiando setores da burguesia é uma burguesia nacional que está sendo privilegiada e não imperialista. A não ser que não fosse só discurso que fosse uma organização realmente revolucionária. O que falta no caso do Lula é uma maior audácia no que tange  às empresas estatais, um país com o Brasil só pode superar o atraso nacional com a ajuda do estado.

Como não poderia deixar de ser, Rui abordou o problema da guerra na Ucrânia e colocou que “Os russos estão dominando a situação, o país está basicamente sobre o controle russo, o imperialismo não tem como impedir, o único impedimento são as sanções.”

O Brasil tem muito a lucrar com a situação, o acordo com a Rússia seria muito melhor que com os EUA, pois não é um país imperialista, então seria em pé de igualdade, poderia pedir o fornecimento de várias tecnologias em contrapartida, como a espacial, armamentista, softwares, o Brasil não tem motivo para ser hostil à Rússia outra política seria um erro e levaria o aumento da crise no Brasil.

A votação para suspender os russos do conselho de direitos humanos da ONU dividiu o mundo no meio: Brasil, Índia, China, México, Argentina, Irã, Arabia saudita, entre outros não concordaram com a saída da Rússia, não tem esse isolamento que o imperialismo fala. Em um eventual governo Lula, ele deveria ter um plano para fortalecer o BRICS, se o Brasil conseguisse ter uma certa independência com a Rússia estaria numa situação muito melhor.

Sobre o problema da inflação e a capacidade dos sindicatos em mobilizar os trabalhadores, Rui responde que “a situação das greves vai depender muito dos sindicatos, na CSN o sindicato foi totalmente ultrapassado, os trabalhadores passaram por cima dele. Uma parte dos sindicatos podem representar um obstáculo a mobilização até certo ponto, mas não são um obstáculo insuperável, as greves estão aumentando principalmente no setor público, a greve da CSN é sinal que vai explodir também no setor privado, a única solução da burguesia é mudar a política econômica. O caso do saque ao supermercado no Rio de Janeiro é sintomático da situação de crise nacional, é um agravamento da crise, o país está sobre uma compressão terrível, o que não permite escalar e ajuda a controlar a situação são esses auxílios governamentais, mas pode escalar rapidamente.”

Confira o programa na íntegra.

 

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