Elizabeth II

A primeira mãe de pet da história

Pets reais são tratados... bem, como reis

Para os assíduos acompanhantes deste blog, assim como do Podcast Pró Cultura, já é bem clara a posição dos nossos integrantes sobre os pais de pet¹. Já tendo sido abordado duas vezes neste blog, foi decidido que um fator especial iria requerer uma matéria especial.

Por isso, devido ao advento da morte da Rainha Elizabeth II², o blog do Pró Cultura decidiu dedicar uma matéria especialmente aos seus pets — e como eles são tratados muito melhor do que qualquer cidadão britânico.

A primeira mãe de pet da história

Antigos registros históricos defendem que o primeiro pet da rainha foi um pequeno tiranossauro rex (o que se pode traduzir para “lagarto tirano rei”), espécie típica do período Mesozóico, o qual, por sua vez, teve fim a aproximadamente 65 milhões de anos atrás.

A rainha, na época princesa, gostava de dar passeios em seu pterodáctilo, assim como teve uma infância feliz pegando fruta do pé com a ajuda de seu braquiossauro.

Mas, acima de tudo isso, o que realmente toca o coração real é a raça de cães corgi. Estima-se que a Rainha Elizabeth teve cerca de trinta corgis, com o primeiro dele sendo Susan, a qual ganhou em seu aniversário de 18 anos. O animal era tão importante que recebeu até mesmo uma sala dentro do Palácio de Buckingham com seu nome.

Apesar disso, Elizabeth já tinha cachorros desde os seus 7 anos de idade, mais ou menos na época em que adotou seu pterodáctilo. Muitos deles não possuem registros, então é difícil dizer exatamente qual seria o número de pets que a rainha possuiu. Apesar disso, a BBC, o portal de notícias com aparentemente poucas coisas para noticiar, formulou uma árvore genealógica dos corgi da rainha:

O fato é que esses animais são tratados melhor que muita gente — inclusive melhor que muitos britânicos, povo o qual a rainha supostamente deveria cuidar. Os cães tinham um quarto próprio, com camas de vime ajustadas para não serem atingidas pelas correntes de ar que passam por baixo das portas, sendo seus lençóis trocados diariamente. Suas refeições, realizadas todos os dias às 17h em ponto, eram preparadas por um chef contratado apenas para isso, com um cardápio especialmente feito para cada um dos cães, os quais continham refeições feitas com bife, frango cozido e coelho.

Os corgis são tratados como qualquer membro da família real. Eles contam com um motorista próprio, assim como um “carregador”, uma vez que os cães, ao sair de um avião após uma viagem, não podem descer sozinhos. Cada um dos cães também contam com um chip caso se percam.

Com todo esse cuidado com os cães reais, é de se esperar que a população britânica viva do bom e do melhor, não é mesmo? É, mas não.

Não é preciso nem iniciar a discussão da situação decadente da Inglaterra nos últimos anos, uma vez que essa crise afeta toda a Europa. A cada ano que se passa essa crise aumenta exponencialmente, com a alta da inflação, piora na qualidade de vida e uma crescente insatisfação popular. Não só isso, mas como a própria monarquia existe uma tremenda crise, agravada pela morte da rainha.

A imprensa burguesa, altamente puxa-saco da monarquia britânica, afirma que a questão dos seus pets aproxima a rainha da população, uma vez que coloca um fator em comum entre ela e o povo — algo a se duvidar, pois foram poucos (se não só ela) que tiveram a oportunidade de criar um tiranossauro rex.

Uma coisa é certa: os ingleses não ficariam muito felizes em saber que os cães de sua rainha valem mais do que o seu salário do próximo mês.

¹ Pedimos mais uma vez (e sempre iremos pedir) desculpas ao leitor pelo uso da palavra “pet”, palavra de origem inglesa, estranha ao nosso vocabulário. Decidimos mantê-la em alguns casos, pois condiz com a moda da classe média à qual se refere o artigo.

² O redator da matéria afirma que cabe ao leitor decidir o que nessa matéria é uma sátira e o que não é.

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