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Catar 2022

A esquerda vai torcer novamente contra o Brasil nesta Copa?

Um dos resultados da integração da esquerda nacional ao imperialismo mundial é a sua torcida contra o próprio País, uma nação oprimida


Com a chegada do maior campeonato esportivo do planeta, a Copa do Mundo, que será realizada no Catar esse ano, surge novamente, a questão do apoio da esquerda pequeno-burguesa à nossa seleção.

Se levarmos em consideração o passado recente e a aproximação cada vez mais escancarada com o imperialismo, podemos esperar os ataques contra grandes personalidades do futebol brasileiro como Pelé, o maior jogador de todos os tempos, e Neymar, atual estrela do time.

Nem os torcedores serão poupados. Para a esquerda pequeno-burguesa, acompanhar e torcer em um campeonato que movimenta quase a totalidade da população mundial é sinônimo de alienação e capitulação para a direita.

Afinal, se para esses críticos tão revolucionários, nem Dom Pedro I, que liderou o processo de independência do Brasil é digno de ao mínimo uma consideração, o que dirá meros jogadores de futebol e a grande massa dos brasileiros que torcem pela seleção.

Em 2014, tivemos o já totalmente desmascarado movimento “Não vai ter Copa”. Com o pretexto da preocupação com as condições sofridas pelo povo brasileiro, resolveram atacar o campeonato que foi realizado no Brasil.

A esquerda pequeno-burguesa na ocasião, turbinada pelo dinheiro do imperialismo, através da fundação Ford e outras organizações imperialistas, levaram adiante um movimento que terminou exatamente como seus líderes e financiadores esperavam: o desgaste do governo Dilma e maior abertura para o golpe de estado que seria concretizado posteriormente em 2016.

Em 2018, com Temer na presidência e o bolsonarismo latente, a crítica se voltou contra essas forças, que eles mesmos ajudaram a crescer e se estabelecer, devido a política golpista e pró imperialista que mantiveram e seguem a todo vapor para a Copa desse ano.

Quando tivemos a Copa do Mundo realizada no Brasil, o destaque do ataque ao campeonato ficou por conta de Guilherme Boulos, o homem do IREE, instituto sustentado pelo imperialismo, que classifica a corja golpista que abriga como pluralidade. Este ano devido as questões envolvendo a nossa Amazônia, cabe apostar em outra liderança psolista para a mesma função: Sônia Guajajara.

A índia imperialista resolveu travar insignificantes batalhas contra supostos opressores do passado, destacando-se o navegador português Pedro Alvares Cabral, o bandeirante Borba Gato e Dom Pedro I, líder da independência nacional, morto em 1834. Porém quando se trata de verdadeiros opressores imperialistas do presente, Guajajara é só sorrisos e pedidos de socorro abstratos em nome do povo indígena brasileiro para que eles “salvem a amazônia da ameaça bolsonarista”.

Infelizmente não se trata de uma piada, nossos ícones da história nada podem fazer em relação a falsificação de suas trajetórias, já os imperialistas de hoje têm todos os recursos que necessitam para impor a dominação em nosso território.

Apoiar a seleção brasileira é torcer para um futebol duramente atacado pelo grande capital estrangeiro, seja pela privatização de nossos clubes, pela repressão policial às torcidas organizadas ou pela retirada de nossos maiores talentos, muito antes de se destacarem por aqui, para benefício dos grandes clubes europeus.

Além disso, a seleção brasileira é a equipe mais icônica do futebol mundial, encantando apaixonados pelo esporte ao redor de todo mundo. Causaria muito espanto a algum torcedor estrangeiro saber que no próprio país, principalmente se tratando do Brasil, haver pessoas que atacam a própria equipe nacional.

Um exemplo significativo sobre a paixão que nossa seleção provoca em outros países, está ironicamente em Cuba. Uma vez que a equipe do país nunca chega ao maior campeonato de futebol, os cubanos em sua maioria optam por torcer para o Brasil, justamente por se tratar de uma equipe representante de um país oprimido pelo imperialismo muito aclamada historicamente por sua qualidade futebolística.

Em 2018, um torcedor de Bauta, cidade localizada próxima a Havana, disse uma frase muito significativa a respeito desse sentimento: “Somos cubamos, somos latinos, somos Brasil”.

Atacar a seleção brasileira é reprimir o sentimento da população brasileira que quer ver seu time triunfar na Copa do Mundo. Mais uma vez, a esquerda pequeno-burguesa põe em prática uma política contrária aos interesses da maioria de seu povo, o resultado disso só pode ser desastroso. A direita, eleita ou não, tende a tirar proveito dessa situação, desmoralizando não somente eles, mas toda a esquerda nacional.


COTV

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