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O faz o bloqueio

Tio Sam não queria Cuba nas Olimpíadas?

O bloqueio imposto pelos EUA a Cuba vai muito além da questão econômica


(*) Por Márcia Choueri, correspondente em Havana

O que aconteceu com a equipe cubana de beisebol nas últimas semanas é muito ilustrativo do quanto a administração Biden se parece à de Trump.

Entre os dias 31 de maio e 5 de junho, será celebrado na Flórida o Pré-olímpico de Beisebol das Américas.

Ontem, faltando apenas seis dias para seu início, a equipe de Cuba finalmente recebeu os vistos, para poder participar do torneio. A demora se deu justamente porque este será realizado nos Estados Unidos.

Os cubanos começaram a tentar conseguir a documentação em 19 de abril, há quase 40 dias. Pediram atendimento em consulados norte-americanos de quatro países diferentes, sem conseguir uma resposta positiva.

Como a seção consular da embaixada norte-americana em Havana foi fechada em 2017 pelo governo Trump, e até agora – após quatro meses de governo Biden – não foi reaberta, o primeiro pedido de vistos foi encaminhado ao consulado estadunidense da capital mexicana, que respondeu que não poderia fazer o atendimento em grupo, por causa da pandemia.

Ante a negativa, solicitaram atendimento em qualquer outro consulado naquele país, o que também foi recusado. Em seguida, tentaram simultaneamente nos consulados na República Dominicana, Panamá e Guiana, e nem receberam resposta.

Finalmente, no dia 4 de maio, foram informados de que a embaixada norte-americana aqui aceitaria receber os pedidos, que foram apresentados em 11 de maio, com toda a documentação exigida.

O objetivo era viajar no dia 21 deste mês, e somente no dia 25, faltando seis dias para o início da competição, é que receberam resposta.

Imagine o que isso significa, em termos de preparação psicológica dos participantes e da própria logística, como compra de passagens, reservas de hotéis, translados etc. Além do cancelamento de jogos amistosos com outras equipes.

Competir no pré-olímpico é necessário para ter chance de disputar as Olimpíadas de Tóquio. O primeiro colocado terá a vaga garantida, o segundo e o terceiro disputarão outro pré-olímpico na China, em junho. Ou seja, não participar na Flórida exclui a equipe dos jogos olímpicos.

Importante ter em conta também que, para alguns beisebolistas, esta é a primeira e pode ser a última oportunidade de obter uma medalha olímpica, porque esse esporte está voltando este ano às Olimpíadas, após ter sido excluído em 2008.

A equipe de Cuba é a maior campeã da história da modalidade, com três medalhas de ouro e duas de prata, em cinco torneios olímpicos disputados.

Finalmente, após muito suspense e pressão internacional, concederam a permissão de entrada nos Estados Unidos.

Atrasaram tudo que quiseram, tratamento especial concedido somente à equipe cubana. É lícito pensar até que eles tentaram escapar do confronto com uma equipe tradicionalmente forte. É feio, é antiesportivo, vai contra os princípios olímpicos.

Mas é, sobretudo, um exemplo claro e indiscutível de como a política do bloqueio interfere em todos os aspectos da vida do povo cubano.

#CubaSimBloqueioNão

#ForaBloqueio

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