Sanções contra a China

Imperialismo aumenta o cerco a Pequim

Joe Biden utiliza a União Europeia para aplicar sanções econômicas ao país asiático

Há algum tempo este Diário vem, reiteradamente, denunciando os avanços do Imperialismo norte-americano contra a China. Desde eleito, o “queridinho” da esquerda pequeno-burguesa Joe Biden começou uma perseguição midiática e comercial contra o país asiático e a Rússia. Segundo o Governo Biden, o coronavírus teria sido criado em um laboratório Cchinês. Não suficiente, Biden passou a utilizar a situação da minoria étnica uigures – grupo de maioria muçulmana que supostamente estaria sendo oprimido pelo governo chinês.

Três semanas atrás os respectivos líderes de seus países, pela primeira vez, sentaram frente a frente para discutirem problemas mútuos. O resultado foram apenas acusações por parte de Biden à China, utilizando-se dos argumentos citados no parágrafo anterior. Por fim, Biden usou o argumento de todos os presidentes norte-americanos: o das sanções econômicas. Este é o principal meio pelo qual o Imperialismo prepara um ataque ainda mais forte, futuramente, contra a China. É um clima de ameaça constante, visto que em fevereiro deste ano vários navios de guerra dos EUA foram avistados no Mar Sul da China.

Atuando em sintonia com os norte-americanos,  a União Europeia, através de sanções aprovadas em dezembro do ano passado, começou à, também, acusar a China de violações de direitos humanos. No dia 22 do mês passado, a EU adotou uma série de medidas que vigoram em sete países, coordenadas justamente em conjunto com os Estados Unidos. É a primeira sanção do tipo desde 1989 e a repressão do governo chines ao movimento da praça Tiananmen, qual fez com que a Europa cessasse a comercialização de armas com a China.

A bola da vez são o congelamento de ativos financeiros e a proibição de viagens impostas pelo Conselho Europeu após a reunião dos ministros de relações exteriores dos países membros à figuras especificas do governo Chinês. O principal ponto foi o supracitado relacionamento do governo Chinês com os Uigures, de forma que quatro oficiais chineses foram “investigados’ pela comissão, além do Departamento de Segurança Pública do Corpo de Produção e Construção de Xinjiang. Estes são Zhu Hailun, secretário-geral adjunto da província até sua recente renúncia em 5 de fevereiro, Wang Mingshan e Wang Junzheng, dois líderes atuais, e Chen Mingguo, diretor do Departamento de Segurança Pública. Este último é descrito como o autor de detenções arbitrárias e tratamento degradante, bem como de ataques à liberdade religiosa de uigures e outras minorias muçulmanas no país. As sanções europeias poupam, entretanto, Chen Quanguo, secretário do Partido Comunista Chinês em Xinjiang desde agosto de 2016 e membro do Bureau Político desde 2017. No entanto, é considerado o principal arquiteto da política implementada em Xinjiang.

Em Paris, o embaixador chinês Lu Shaye foi convocado ao Quai d´Orsay, assim como seu colega na Holanda o foi pelo governo holandês. As autoridades francesas denunciaram as medidas “inaceitáveis” adotadas por Pequim e os “insultos” recentemente proferidos contra o pesquisador Antoine Bondaz, descritos como uma “pequena falta” do embaixador em sua conta no Twitter. Essa movimentação surgiu no mesmo dia que Sergei Lavrov, o ministro russo das Relações Exteriores, iniciou uma viagem de 48 horas à China. Em encontro com a imprensa chinesa, ele denunciou que as sanções dos Estados Unidos são uma tentativa de extorsão diplomática causada pelo avanço do apoio de Pequim em um acordo de cooperação chinês-russo nos campos científico e tecnológico. Ele também reiterou o pedido da Rússia para que a China participe do processo. A promoção de moedas que possam substituir o dólar no comércio internacional.

Os europeus, por sua vez, enviaram uma mensagem a Moscou, três dias antes de uma cúpula de chefes de Estado e de governo para avaliar a relação estratégica com a Rússia. O novo mecanismo de sanções foi usado pela primeira vez há um mês para atingir quatro altos funcionários envolvidos nos processos contra o oponente de Putin, Alexei Navalny. Foi usado, desta vez, para afetar dois líderes, Ayoub Vakhaevitch e Abuzayed Vismouradov, que participam da repressão na Chechênia. “Não o suficiente para melhorar o relacionamento entre a UE e Moscou, que está ‘em um ponto baixo’”, disse o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, na segunda-feira. O ex-primeiro-ministro belga teve uma entrevista por telefone com Vladimir Putin e a conversa levou à observação de que as divergências permanecem “em muitas áreas”: direitos humanos, a situação na Ucrânia, ataques cibernéticos ou o destino de Navalny.

Coreia do Norte, Líbia, Eritreia e Sudão do Sul também estão entre os países que foram todos afetados ​​na segunda-feira por “sanções específicas”. Quanto à Birmânia, o chefe da junta, General Min Aung Hlaing, nove oficiais do exército e o presidente da comissão eleitoral “também estão agora na lista negra europeia. Ao defenderem a própria soberania, países como China, Rússia, Irã Líbia e Coréia do Norte vivenciam ataques cada vez mais pesados do imperialismo.

O fato é que a posse de Biden como presidente dos EUA não “melhorou” uma vírgula na política imperialista norte-americana (como se isso fosse possível), muito pelo contrário, deixou-a ainda mais evidente e agressiva, continuando o ataque a quem os interessa com todo e qualquer método necessário.

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