Ontem, sábado (14), o Análise Política da Semana, principal programa do canal oficial do Partido da Causa Operária (PCO) no YouTube, a Causa Operária TV (COTV), bateu seu recorde em questão de duração, exatas quatro horas de programa, entre a exposição dos temas seguida dos blocos de perguntas dos espectadores, assinantes e membros do canal, e dos simpatizantes, filiados e militantes do PCO.
O programa é apresentado semanalmente pelo principal dirigente e presidente nacional do Partido, o companheiro Rui Costa Pimenta, que abriu a exposição desta semana com o vídeo “Humans of CIA”, uma publicação oficial da CIA, a Agência Central de Inteligência dos EUA, de maio deste ano, para fundamentar ainda mais a investida imperialista em torno da questão do identitarismo, a qual um grande setor da esquerda mundial apoia, e que está servindo para criar obstáculos à luta da classe operária no mundo, em uma etapa de crise histórica do capitalismo.
“Mudou o Natal ou mudei eu?”
Espelhando o enfado e cansaço de Machado de Assis presente em seu poema “Soneto de Natal”, em que o poeta brasileiro expõe a questão dos pontos de vistas, já que para uns a “Estrela de Belém” natalina é vista com brilho fugaz, mas que para outros não passa de um brilho totalmente opaca. Rui Pimenta colocou que a questão do identitarismo está na mesma lógica.
Na análise é visto que a CIA, organização norte-americana, adotou integralmente a questão do identitarismo, colocando de maneira acabada e em uma única personagem a questão do negro, da mulher, LGBT e etc, aprofundando a ilusão do acesso às “minorias políticas” à importantes postos do imperialismo e do capitalismo global. Tal como a protagonista do curto documentário propagandista e de recrutamento da agência que obteve cargo na CIA.
O mesmo ponto de vista apontado pela vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, e também pelo ex-presidente Barack Obama, ambos do Partido Democrata, como se houvesse realmente abertura para qualquer um, bastando ter competência para galgar posições na sociedade capitalista. Como Rui apontou, não se trata nada disso, já que a perseguição e o morticínio dos negros, mulheres e LGBT’s continuam tanto nos EUA como no Brasil e em todos os países capitalistas do globo.
A CIA não passa de uma organização, ou até a principal organização do imperialismo, fundamentada na espionagem e infiltração política, servindo na elaboração de golpes de Estado em países do mundo todo, a favor do bloco de países imperialistas alinhados com os EUA. Como exemplo o golpe no Irã, promovido pela agência, a qual supera, como relatou Rui, as brutalidades da Alemanha nazista, e que portanto deve ser considerada como uma organização criminosa.
“Qual é a posição da esquerda que se diz marxista e revolucionária no Afeganistão?”
Como costume nas análise do companheiro Rui, além do início do programa com questões internacionais para facilitar o entendimento dos cálculos políticos do imperialismo e da burguesia no Brasil, uma visão global até a local, o raciocínio é progressivo dentro do ponto de vista marxista, em que o assunto anterior serve de base para o próximo.
Assim, seguindo a questão da CIA, Rui coloca o contentamento do Partido na questão do Afeganistão, desde a retirada das tropas norte-americanas e europeias do país, uma invasão que está para completar 20 anos, assassinando mais de 160 mil afegãos, até o avanço do Talibã dentro do país, que está tomando rapidamente o país.
O Talibã, movimento insurgente guerrilheiro contra o imperialismo no país, já tomou a segunda cidade do país, e avança agora para a tomada de Cabul, a capital do país, que segundo o companheiro, vai acontecer antes dos 90 dias preconizados pelos intelectuais do imperialismo.
Rui Costa Pimenta esclarece a posição do PCO no sentido da defesa do Talibã na retomada do país pelo povo afegão, visto que a organização se apoia nas lideranças tribais deste país que é extremamente atrasado, e que está impondo uma clara derrota do imperialismo, que bateu em retirada pela tamanha resistência armada da organização afegã. Assim, apesar do Talibã ser um grupo extremamente fundamentalista, o papel da esquerda deve ser apoiar este grupo que vai devolver a soberania ao país e não a dominação dos EUA.
As polêmicas da defesa dos direitos democráticos
Rui comentou as polêmicas, como já esperada, entre um grande setor da esquerda e as posições marxista do PCO, em torno da questão do voto impresso e a questão da defesa dos direitos democráticos do povo.
Como de costume, a esquerda em geral atirou ataques raivosos contra o PCO, dizendo inclusive que o partido seria bolsonarista ou até que está aliado à Bolsonaro. Obviamente que não se trata disso, mas como de sempre da defesa incansável do partido na defesa da classe trabalhadora e dos direitos democráticos de todo o povo, visto que no caso do voto impresso, é o único método contra a urna eletrônica, o qual oferece a possibilidade de recontagem dos votos de maneira democrática, pública e acessível aos menos entendidos em eletrônica e informática.
Além disso, a maioria esmagadora dos países do mundo não confiam na urna eletrônica, visto que compreendem a facilidade de fraudes dentro do espectro virtual. Rui compara as colocações da esquerda brasileira hoje, que é contra o voto impresso, ao do passado recente, que no caso, assim como o PCO, o PT e muitos outros partidos incluindo o PSDB desconfiavam da urna eletrônica brasileira.
No mesmo sentido, a questão de Roberto Jefferson repete, em questões fundamentais, o caso do deputado Daniel Silveira. O ministro Alexandre de Moraes novamente cometeu o crime de prender arbitrariamente o bolsonarista, como se o Supremo Tribunal Federal (STF) tivesse uma autoridade acima da Constituição Nacional, prendendo antes do julgamento e condenação dos acusados, com base em acusações de caráter político.
No caso, o STF prendeu Jefferson por formação de quadrilha digital, ou seja, sem qualquer prova concreta, material, de ataque, mas sim com provas de ataques verbais na internet. Para o PCO está, claro, como pontuou Rui, que estamos diante de uma perseguição política e mais um ataque à liberdade de expressão no país, que a esquerda em geral apoiou e que vai refletir rapidamente na perseguição da liberdade de pensamento da esquerda nacional.
A terceira etapa do golpe
O companheiro Rui alertou para a ofensiva que prepara a terceira etapa do golpe de Estado no Brasil, sob o comando do imperialismo e suas organizações, como a CIA, que – já se sabe – articula e articulou o golpe aos governos do PT, derrubou o governo Dilma, em 2016, e armou a condenação e prisão do ex-presidente Lula, impedindo sua candidatura, em 2018.
Pimenta destacou que está em marcha a campanha da “terceira via” golpista, dos partidos da direita, como João Dória, Ciro Gomes, Eduardo Leite, entre outros, todos apoiadores do golpe, defensores da política neoliberal, genocida e fascista no país. Nesse sentido explicou como está sendo executado um novo plano para tirar Lula do páreo em 2022.
Em sua análise, desde antes do golpe, Rui previu todo avanço fascista no país, e pontuou passo a passo o caminhar da direita e do imperialismo no país. Mais uma vez, o programa do PCO, é um dos principais espaços de denúncia tanto da direita quanto da esquerda frente amplista que entrega na mão dos golpistas a luta da classe trabalhadora, as vidas tomadas pelo genocídio, ao domínio da direita nacional, os pais, responsáveis pela ascensão de Bolsonaro.
Para compreender melhor, acesse o link abaixo e assista a Análise Política da Semana:





