Nesta segunda feira (25) a Organização Internacional do Trabalho divulgou a sétima edição do “Observatório da OIT: Covid-19 e o mundo do trabalho” – que mostram os efeitos da crise pandêmica em relação ao mercado de trabalho durante o ano de 2020.
De acordo com essas estimativas, no ano passado, o número de horas trabalhadas globalmente caiu 8,8% (em comparação com o quarto trimestre de 2019), equivalente a 255 milhões de empregos em tempo integral. Esta perda é cerca de quatro vezes maior do que a provocada pela crise financeira global de 2009.
Esta perda de jornada de trabalho deve-se à redução da jornada de trabalho das pessoas ocupadas, ou à diminuição “sem precedentes” do nível de emprego, que atingiu 114 milhões pessoas. Refira-se que a diminuição do emprego (81 milhões de pessoas) constituiu, em 71% dos casos, um afastamento do mercado de trabalho, e não o próprio desemprego; Ou seja, houve saída do mercado de trabalho por não poder trabalhar, provavelmente devido às restrições da pandemia, ou porque as pessoas afetadas deixaram de procurar trabalho.
Essas perdas generalizadas levaram a uma queda de 8,3% na renda auferida globalmente (antes da aplicação de medidas de apoio para garantir a renda), equivalente a US $ 3,7 trilhões, ou 4,4% do produto interno bruto (PIB) mundial.
As mulheres foram as mais afetadas. Globalmente, a taxa de emprego das mulheres caiu 5%, em comparação com 3,9% para os homens. As taxas de emprego dos jovens (15 a 24 anos) diminuíram 8,7%, contra 3,7% no caso dos adultos.




