Em todo o Brasil e no exterior, o bloco vermelho esteve presente nas manifestações que ocorreram neste último sábado, dia 2 de outubro. Dezenas de milhares saíram às ruas para protestar pela destituição do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro (sem partido) e contra todos os golpistas.
O Bloco Vermelho, por sua vez, também teve um crescimento geral. O bloco é formado por forças como o PCO e sua juventude, a AJR, mas também organizações como a CUT, setores do PT, organizações sindicais, etc.
Em Porto Alegre o ato estava marcada para a tarde e a concentração ocorreu desde a Avenida Júlio de Castilhos. Ocupou a Avenida Borges de Medeiros até a Esquina Democrática. Nosso bloco avermelhou a manifestação e, inclusive, se confrontou com os setores da frente ampla.
Em Florianópolis, capital de Santa Catarina, o ato não aconteceria se dependesse apenas da direção dos partidos pequeno-burgueses do estado. Desde quarta-feira da semana passada já circulava a informação de que o ato seria desmarcado por conta da previsão de chuva. No próprio sábado, às 10h, a Frente Fora Bolsonaro da cidade informou estar cancelando a manifestação, apesar de o ato estar marcado para as 14h e não estar efetivamente chovendo.
Logicamente o bloco vermelho de Florianópolis não se omitiu e anunciou desde o início da semana que manteria o ato, mesmo com o cancelamento da Frente. Outras organizações também decidiram manter a presença no ato.
O bloco vermelho cresceu, manteve o ato e levou um dos dois carros de som que estavam presentes para organizar a manifestação inteira. Os ocupantes de ambos os carros eram contra a frente ampla.
Um destaque importante desta manifestação foi de que as forças políticas presentes no ato decidiram por reorganizar a direção do movimento.
Em São Paulo o bloco vermelho foi também visivelmente maior, um dos maiores blocos organizados da manifestação. Inauguramos, também, uma nova faixa de 150m2, com os dizeres: “Lula Presidente, por um governo dos trabalhadores”.


A Bateria Zumbi dos Palmares, também integrante do bloco vermelho, agitou a manifestação o tempo inteiro que esteve presente. Ferrenha opositora da frente ampla, os membros da bateria não deram sossego e não deixaram falar os golpistas presentes, como Ciro Gomes, Paulinho da Força, membros do PSDB, etc.
A manifestação no Rio de Janeiro foi uma das maiores que já ocorreram neste último período. O aumento da presença do PT e da CUT foi bastante visível. No entanto, o aumento do bloco vermelho chegou a rivalizar com o tamanho do bloco do PT ou da CUT.

Em Brasília, na região Centro-Oeste, a manifestação também cresceu e ficou mais vermelha. Por um golpe dos defensores da frente ampla, como PCdoB e Psol, o PCO foi vetado de fazer o uso da fala no carro de som principal.

O bloco vermelho, já preparado, levou seu próprio carro de som para os setores que se opõe à chamada frente ampla, que na realidade se trata de uma frente com os partidos golpistas. Já nesse carro de som o uso da voz é livre, aberto e democrático.
No Nordeste, o ato em Salvador, capital da Bahia, também cresceu e se tornou mais vermelho. O bloco vermelho utilizou, pela segunda vez, a sua faixa de 300m2, com a palavra de ordem “Fora Bolsonaro”, e também inaugurou sua nova faixa “Lula presidente, por um governo dos trabalhadores”.

Em João Pessoa, capital da Paraíba, o ato retornou para o centro por pressão do bloco vermelho. Os atos até então estavam ocorrendo em regiões distantes e afastadas, em lugares estranhos. No entanto, após pressão realizada pelo bloco vermelho e insistência para o ato voltar para o local tradicional de luta, desta vez a manifestação ocorreu no centro.
No Recife, a manifestação aumentou de tamanho com o crescimento do bloco vermelho, que avermelhou ainda mais o ato.
Em geral, em todas as cidades que esteve presente, o bloco vermelho cresceu, organizando-se ainda mais, com novas organizações, como desta vez que lançou uma nota oficial realizando um chamado geral a adesão ao bloco vermelho (veja nota aqui).




