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Claudio Corbo

Não defendem "minorias".

Identitarismo: a moda chiliquenta da classe média

A diferença que existe entre tucanos, bolsonaristas e a classe média namastê é a mesma diferença que existe entre uma mandioca, um aipim e uma macaxeira.


O identitarismo ou identitarisme, para os adeptos da linguagem neutra, não serve para defender as chamadas minorias de abusos sofridos, ao contrário, serve para alguns grupos identitários oprimirem e achincalharem a maioria da população que não pertence aos seus idênticos.

O identitarismo é a expressão do antimarxismo e da antidialética, porque prega, por ignorância ou má fé, o respeito exclusivamente aos seus análogos, ou seja, pequenos grupos alheios a questão da luta de classes e aos problemas concretos do planeta Terra.

Ora, é delirante alocar no mesmo tabuleiro os problemas de uma mulher pobre e os da Joice Hasselmann, as questões do negro pobre e as questões do Joaquim Barbosa, o preconceito sofrido por um homossexual da periferia com algum preconceito que possa padecer Eduardo Leite, e por aí vai.

Dois grupos que ajudam muito as “causas” identitárias são a CIA e a OPEN SOCIETY FOUNDATION, fundada e cuidada por um dos donos do mundo George Soros, que cidadão “doou” 32 bilhões de dólares para sua própria instituição. Ao entrar na página da Open Society se lê: “é uma instituição que apoia grupos da sociedade civil em todo o mundo(…) com o objetivo de promover a justiça, a educação, a saúde pública e a mídia independente. George Soros nem parece um especulador, mas sim um bom velhinho cheio de boas intenções. Sobre a CIA, basta ver o vídeo divulgado por eles defendendo a meritocracia e o identitarismo. Só de saber que tais “instituições” protegem os identitários já é motivo justo para combatê-los.

Cito literalmente, para corroborar com o escrito acima, uma passagem do livro “o bem-estar comum” (2016) dos autores Michael Hardt e Antonio Negri:

“Uma forma corrompida de amor, é o amor identitário, ou seja, o amor ao mesmo, que pode basear-se, por exemplo, em uma interpretação estreita do mandamento bíblico de amar ao próximo. Entendendo como uma exortação a amar os mais próximos, os mais parecidos consigo mesmos(..)”.

As questões identitárias em todos os setores, mas sobretudo na classe média, tornaram-se uma verdadeira ditadura sobre todos os demais. Em qualquer discussão que seja, um identitário quando tem seu movimento questionado ou mesmo desacreditado, tende muitas vezes a acusar a pessoa que o está enfrentando de racista, homofóbico, machista ou “marchista” (comprovando o desconhecimento do marxismo ou a aversão a essa ciência). Como se vê a luta de classes é um assunto irrisório para esse pessoal.

Outro fator que se pode atribuir a revolta histérica de alguns militantes identitários contra a maioria da população que não se encaixa em seus padrões não é a cobrança de nenhuma “dívida histórica” para com eles, no entanto acontece algo simples, com a negação do tempo-espaço lhes falta poder argumentativo que tenha algum vínculo com a realidade, pois se a verdade não existe e tudo é uma questão de percepções e “olhares” as discussões se tornam subjetivas. Se um homem ou mulher se percebe como sendo um golfinho, há que o tratar como golfinho?

Caros leitores, aqui se defende a luta de todos os explorados da população e opõe-se frontalmente ao identitarismo, que é uma ferramenta do capitalismo para criar subdivisões inexistentes efetivamente entre classe trabalhadora. Qual a diferença desses grupos para o bolsonarismo?

Existe uma gritante controvérsia sobre o conceito de democracia, em sua acepção mais simples democracia é o governo do povo ou da maioria, evidentemente, com respeito a existência de minorias, mas não a subordinação a elas. Vejam, a sexualidade é algo particular, mas a divisão política entre heterossexuais e homossexuais, por exemplo, é de uma miséria intelectual de dar dó. Um homossexual filiado ao Partido dos Trabalhadores pode defender a mesma ideologia que um homossexual do PSDB ou Bolsonarista? Razoavelmente pensa-se que não, mas é nesse momento que a burguesia engana a classe média e parte da classe trabalhadora distraindo-as com movimentos LGBTQ… na tal luta que os une no campo da sexualidade, mesmo sendo extremos opostos de classe social. Nesse sentido é impressionante como a esquerda cai com facilidade nessa arapuca.

Quando o identitarismo é o elo unificador, a diferença que existe entre tucanos, bolsonaristas e a classe média namastê é a mesma diferença que existe entre uma mandioca, um aipim e uma macaxeira.


COTV

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