Nesta terça-feira (02/02) o sítio Sputnik em língua portuguesa noticia conversa telefônica entre o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, com Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitry Kuleba. Em comunicado à imprensa o Departamento de Estado anunciou que
O secretário de Estado Antony J. Blinken falou por telefone com o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia [Dmitry] Kuleba nesta segunda-feira [1º]. O secretário enfatizou o forte apoio bipartidário à Ucrânia e a prioridade que os Estados Unidos dão a soberania, integridade territorial e aspirações euro-atlânticas da Ucrânia. Ele prometeu continuar com forte assistência econômica e militar dos EUA à Ucrânia.
Não se constitui surpresa que o atual governo estadunidense que tem Joseph Biden à frente estabeleça estreitas relações com o regime que se instalou na Ucrânia em 2014. Naquele ano Washington com a cumplicidade da União Europeia e utilizando elementos nazistas ucranianos e de países vizinhos desfechou um violento golpe de estado no país e instalou um regime pró fascista e fortemente anti russo e totalmente subserviente aos Estados Unidos. Biden, então vice-presidente dos Estados Unidos, estava na linha de frente da promoção do golpe.
Logo após a finalização do golpe seu filho, Hunter Biden, assumiu uma diretoria na empresa Burisma Holdings uma empresa privada ucraniana de petróleo e gás que explora depósitos de gás de xisto na bacia do Dnieper-Donets que por “coincidência” encontra-se na parte oriental do país onde a partir do golpe de 2014 eclodiu uma guerra de secessão.
Na ocasião do golpe de 2014 foi notável a desenvoltura com que grupos nazistas tomaram a frente do processo e utilizaram de violência extrema para derrubar o governo legítimo de Viktor Yanukovych. Trata-se aqui não de simples extremistas de direita ou neonazistas. São grupos constituídos por pessoas que são sucessoras em linha direta dos nazistas ucranianos que durante a invasão pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial promoveram toda sorte de atrocidades no seu país e na Polônia e perto dos quais os extremistas de direita estadunidenses são “fichinha”.
O governo estadunidense não se sentiu constrangido sequer por um momento por estar trabalhando com esses grupos. Muito pelo contrário, em abril de 2015 Washington confirmou que mandaria um contingente de 290 instrutores para treinar a Guarda Nacional ucraniana. Esta é controlada por duas facções nazistas: Svoboda e Setor Direito.
A assistência econômica que Biden promete à Ucrânia irá sem dúvida encher os bolsos dos integrantes do extremamente corrupto regime que já transformou o país numa terra arrasada e aberta à pilhagem. A assistência militar além de ir parar nas mesmas mãos corruptas servirá também para manter acesa a chama da violência extrema que predomina no país.
Os que veem na vitória de Joseph Biden uma derrota da extrema direita, deveriam olhar com atenção como se desenvolverão suas relações amistosas com o regime ucraniano que se sustenta com o apoio decisivo dos grupos nazistas, grupos que aliás mantém relações com elementos de extrema direita brasileiros.




