Após a grande mídia nacional e internacional apresentarem o então presidente dos Estados Unidos da América como democrático, submisso às instituições, isto é, uma versão melhorada de Trump, as práticas políticas de Joe Biden provam o contrário. Se Trump se comportava como o liberal direitista que falava muitas asneiras, Biden é o liberal que fala bonito, mas ataca a classe trabalhadora com força infinitamente superior aos ataques levados a cabo por Trump.
Como exemplo desta realidade, temos as ações de acirramento de vigilância praticadas atualmente com a finalidade impossibilitar o ingresso de estrangeiros nos Estados Unidos ilegalmente, pelas suas fronteiras terrestres. A Alfândega de Proteção às Fronteiras estadunidenses registrou o maior número de detenções registradas nos últimos 21 anos, recorde nem mesmo conquistado por Donald Trump. Estes dados foram confirmados pelo secretário de segurança interna dos Estados Unidos, Alejandro Mayorkas, o qual obviamente atribuiu este fato chocante à gestão anterior, de Donald Trump. Para Mayorkas, de acordo com postagens feitas em suas redes sociais, a administração e o excesso de aprisionados na fronteira estadunidense é resultado de um “desmonte dos sistemas de asilos públicos”, ocasionado por Trump.
Os dados divulgados de detenções por imigração ilegal praticada nas fronteiras dos Estados Unidos são alarmantes descortinam o tratamento de perseguição dos estados unidos aos estrangeiros vindo de regiões indesejadas. Os números apontam que em junho deste ano, 212.672 imigrantes foram aprisionados nas fronteiras do país. Deste total, 19 mil pessoas eram crianças desacompanhadas, 82 mil são membros de algum núcleo familiar e os demais são solteiros.
É importante ressaltar que a quantidade pessoas tentando entrar nos Estados Unidos está em um constante crescimento. Entre junho e julho deste ano, notou-se um aumento de 13% de estrangeiros detidos nas fronteiras, número maior que o mês de março, quando as mídias nacionais e internacionais denunciavam a superlotação das prisões localizadas nas fronteiras para as quais os aprisionados menores de idade eram encaminhados.
Deve-se observar que apesar das promessas de Joe Biden em oferecer apoio e asilo aos imigrantes, especialmente os fugitivos políticos, de modo que os mesmos pudessem se assegurar legalmente perante as instituições jurídicas dos Estados Unidos, organizações e ativistas dos direitos humanos denunciam que nada do prometido têm acontecido e que o tempo em que o imigrante fica detido nas fronteiras têm se prolongado ao longo dos meses.
Deste modo, podemos concluir que a estratégia imperialista de substituir Trump por Joe Biden nos Estados Unidos teve objetivo único de ludibriar a classe trabalhadora estadunidense. As decisões políticas tomadas pelas lideranças no Brasil apontam o mesmo tipo de estratégia. A mídia, partidos de direita – que se auto intitulam serem de centro – e inúmeros representantes de uma esquerda liberal abraçam teses que defendem uma frente ampla contra Bolsonaro, levando a população a acreditar que qualquer político seria melhor que o presidente atual. Esse tipo de estratégia pode fortalecer políticos como João Doria que, assim como Biden, pode não ter pronunciamentos tão polêmicos como Bolsonaro, mas que já provou ter práticas piores que o presidente atual.
O militante revolucionário não pode aceitar nem induzir esse tipo de confusão entre a população. É preciso impulsionar a palavra de ordem pelo Fora Bolsonaro e todos os Golpistas, e paralelamente, esclarecer que estratégias frente-amplistas e qualquer outro representante de direita que pareça mais polido nas palavras será, em prática, tão nocivo quanto Bolsonaro.




