Produzido pelo canal “Não Compre Jornais, Minta você Mesmo”, em parceria com a Causa Operária TV), o documentário que mostra o que realmente é a rede Globo completou seis anos.
Para quem ainda não viu, o momento é mais que oportuno, uma vez que estamos diante de uma grande luta política travada no Brasil. Produzido de maneira curta, o documentário coloca a rede Globo no seu devido lugar no ringue da luta de classes; claro, do lado dos capitalistas e do imperialismo de modo definitivo.
Fundada logo após o golpe de estado de 1964 dado pelos militares e que tiveram apoio dos EUA, a rede Globo hoje é controlada pelos filhos de Roberto Marinho, seu fundador, tendo eles um patrimônio avaliado na casa dos bilhões. Os 25 anos de ditatura militar, foi o período de grande crescimento, consolidação e estabelecimento da Globo como uma das maiores redes de televisão, rádios e jornais do Brasil e do mundo.
Sempre ao lado dos militares e do imperialismo, a rede Globo é coautora de milhares de mortes, torturas e desaparecimentos que ocorreram neste período. Usaram todo seu aparato jornalístico para enganar e manipular a opinião pública.
Suas mentiras não pararam por aí. Já no período da chamada redemocratização do País, com tamanha desfaçatez, seus jornais televisivos mostraram as gigantescas manifestações populares pelo fim da ditadura militar, como se fosse uma simples comemoração pelo aniversário da cidade de São Paulo. Este é só um aperitivo do documentário. Quem não se lembra da famosa edição do debate para presidência da república de 1989 entre Lula e Collor apresentada no Jornal Nacional e que foi decisiva para a vitória de Collor?
Um coisa é certa, todo monopólio e poder da rede Globo nunca fez bem aos trabalhadores e sua reinvindicações democráticas, muito menos ao desenvolvimento político e econômico do Brasil. O mais novo golpe na praça é o “identitarismo”, uma ideologia demagógica que serve para camuflar a luta de classes, sendo uma grande bandeira política da família Marinho. Um exemplo é uma recente mudança no seu time de apresentadores, sendo Maju Coutinho, uma mulher negra que apresentava o jornal da tarde, agora apresentadora do Fantástico, um dos seus principais programas e de maior audiência.
É preciso sempre ser dito: “O povo não é bobo, abaixo a rede Globo”


