De acordo com os dados do projeto “Our World in Data”, da Universidade John Hopkins (EUA), neste sábado, dia 17, o mundo bateu a marca de 3 milhões de mortes por coronavírus.
A pandemia evoluiu rapidamente. Foram 263 dias para que se chegasse a 1 milhão de óbitos. Na sequência, foram necessários 108 dias para 2 milhões de mortes e 93 dias para alcançar 3 milhões. No quadro atual da doença, a América do Sul, liderada pelo Brasil, representa um impulso no número de infecções e mortes.
No primeiro milhão de mortes, a Europa foi o continente mais atingido. No segundo, a Europa experimentou uma aceleração constante, principalmente devido ao surgimento da cepa britânica do vírus. Os Estados Unidos, fortemente atingido pela doença, fizeram com que o mundo batesse recordes diários de óbitos.
Na terceira fase, que corresponde aos três milhões, a América do Sul e Ásia assumiram o protagonismo, enquanto os números caíram na Europa e nos Estados Unidos. O mundo tem 11,8 mil mortes e cerca de 750 mil casos confirmados diariamente. São 140 milhões de pessoas infectadas no decorrer deste 1 ano de pandemia.
A América do Sul representa 5,5% da população mundial, porém apresenta 20,4% do total de mortes. O Brasil, governado pelo presidente genocida Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido), é um modelo de catástrofe social.
Desde o início da pandemia, em março de 2020, o bloco político golpista (MDB, PSDB, DEM, PTB, PSD, Progressistas, Republicanos, PSL) , da qual Bolsonaro é parte, não fez nada para organizar o povo e enfrentar o problema. O mantra da burguesia brasileira, associada com o imperialismo, particularmente os EUA, é o de que não se deve abrir os cofres públicos para socorrer a população. A política de austeridade fiscal, materializada no congelamento de investimentos e teto de gastos públicos, aprovada após o golpe de Estado pelo governo Michel Temer (MDB), é sagrada e deve ser mantida a todo custo, mesmo que morram 4 mil pessoas por dia no País.
O domínio do imperialismo sobre o mundo impede que a pandemia seja efetivamente enfrentada. Mesmo nos países europeus (União Europeia) e nos Estados Unidos, os regimes políticos imperialistas demonstraram-se incapazes de proteger suas próprias populações da peste.
Na África, Ásia e América Latina, a política de golpes de Estado e massacres contra a população, submetida às piores condições de vida, impedem o combate à doença. Jair Bolsonaro, capacho do imperialismo, é expressão do que é um político avesso às necessidades da população de seu próprio país, síntese da política imperialista.




