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Ditadura

TST condena metroviários à morte

A ministra Cristina Peduzzi, do Tribunal Superior do Trabalho, determinou que funcionários sem equipamentos de proteção individual e em grupos de risco trabalhem no Metrô de SP.


A presidenta do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministra Cristina Peduzzi, atendeu a pedido do governador João Dória (PSDB) e suspendeu limitares concedidas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região que haviam autorizado a liberação do trabalho presencial de funcionários que estão no grupo de risco de contágio do vírus corona – diabéticos, hipertensos e idosos – do Metrô de São Paulo. As liminares também exigiam que o Metrô fornecesse os equipamentos de proteção individual para seus funcionários, e em caso de descumprimento, seria aplicada uma multa de R$ 50 mil por dia.

Peduzzi afirma que a proteção dos trabalhadores ao contágio e a liberação das atividades presenciais para grupos de risco representa um “grave dano à economia pública”. Segundo ela, para cumprir a liminar seria necessário um gasto de R$ 17,3 milhões. Isso significa que, para a ministra, a vida dos trabalhadores não tem qualquer valor e não se deve despender recursos para protegê-los do contágio e da morte. Provavelmente, devido ao exército de desempregados nas ruas, a magistrada acredite que seja muito fácil de substituí-los em caso de morte.

Em outra ocasião semelhante, a mesma ministra atendeu a pedido do governo tucano e liberou o trabalho dos grupos de risco no caso da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Em nota, o Sindicato dos Metroviários disse que a juíza está condenando categoria à doença e coloca a vida da população em risco. Segundo o sindicato, “em tempos de disseminação do coronavírus, a sentença da ministra Cristina Peduzzi significa encaminhar à morte os metroviários e terceirizados. Além disso, coloca em risco a população que utiliza o transporte, já que o governo não garante condições para que os usuários fiquem em casa e as aglomerações continuam. Em resumo, esta decisão do TST é um atentado à vida dos trabalhadores.”

O governador João Doria tem feito seu marketing pessoal em torno das medidas de confinamento impostas à população. Contudo, isto não passa de uma farsa, que se evidencia no caso dos trabalhadores metroviários, obrigados a trabalhar expostos diariamente à doença. O Metrô de São Paulo, por onde passam milhões de pessoas, é um dos principais vetores de expansão do vírus para a população.

O governo fascista de Doria e o sistema judiciário, dominado pela extrema-direita, agem em conjunto para impor uma ditadura sobre os trabalhadores, que estão sendo obrigados a trabalhar desprotegidos e encarar a possibilidade real de morte por contágio do vírus corona.

Os sindicatos e as organizações operárias e populares devem mobilizar os trabalhadores para resistir à ofensiva da burguesia, que, em nome do lucro, quer lhes impor a doença e a morte.

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