STF a favor dos trabalhadores?

Sindicalistas dos Correios de pires na mão no STF

Tal iniciativa das entidades sindicais evidencia que não querem realizar a campanha salarial, e deixam nas mãos dos seus algozes o destina da luta

Já virou norma dos sindicalistas dos Correios, a frente da Federação da categoria (Fentect) de, ao invés de apostar na luta dos trabalhadores (única forma de se arrancar qualquer reivindicação dos patrões), ficar correndo atrás, de pires nas mãos, dos ministros biônicos e golpistas, tanto do TST (Tribunal Superior do Trabalho), quanto do STF (Supremo Tribunal Federal).

Em se tratando do TST a política dos sindicalistas de acreditar nos amigos dos patrões, na campanha salarial de 2017/2018 resultou num total fracasso, com o encerramento da greve, que já durava 20 dias, que vinha exercendo uma verdadeira pressão à direção da empresa e deu um cheque em brando aos ministros da TST, que acabaram com o antigo plano saúde (gratuito) e estabeleceu um plano com mensalidade e exclusão dos pais e mães dos trabalhadores do correios, dentre outras arbitrariedades.

Na campanha salarial de 2018/2019, não satisfeitos com as maldades do tribunal da campanha anterior recorreram, mais uma vez, ao TST para que intermediasse as negociações com a direção golpista dos Correios em troca do compromisso, diante dos patrões, não realizar greve em contrapartida defender o congelamento da miséria salarial e a manutenção das mensalidades nos planos de saúde, o que foram atendidos prontamente.

Agora, já próximo ao fim da data base da categoria, que termina no próximo dia 31 julho, quando essas mesmas direções deveriam estar armando dos trabalhadores para lutar por suas reivindicações, se utilizando da justificativa, esfarrapada, de “preservar a vida dos trabalhadores”, em tempos da pandemia do coronavírus (sempre é bom lembrar que os trabalhadores dos correios não pararam em nem um instante de trabalhar na pandemia, o que já ocasionou a contaminação e a morte de vários ecetistas) e jogar a campanha salarial, mais uma vez nos tribunais e, pior, na mão do STF, o mesmo que revogou o já ruim acordo salarial do ano passado. Os sindicalistas conjuntamente com parlamentares representantes da Frente Parlamentar em Defesa dos Correios, mais uma vez de pires nas mãos, foram solicitar, em reunião, ao presidente do STF, Dias Toffoli, que se refere à Cláusula 28 do dissídio coletivo, sobre o custeio do plano de saúde, e que foi suspenso pela liminar do STF, para que se dê uma decisão. “Na reunião, os dois parlamentares foram enfáticos em afirmar que esse momento é de resguardar vidas e que uma campanha salarial neste momento, caso perdurasse a liminar proferida pelo presidente do STF, traria danos profundo. Lembrando que o Brasil, infelizmente, já atinge a marca de 700 mil infectados e 37 mil mortos no país.” (Site Fentect 09/06/2020)

Tal iniciativa das entidades representativas dos trabalhadores dos Correios evidencia, mais uma vez, que não querem realizar a campanha salarial e deixar nas mãos das instituições, que são algozes da classe trabalhadora tradicionalmente, o destino das lutas da categoria.

Nessa atual etapa, quando toda a categoria está trabalhando, diante da realidade da pandemia na categoria, as mobilizações, caso houvesse vontade política, seria extremamente facilitada. Os trabalhadores querem ir para luta mas estão engessados devido a política de paralisia de “fique em casa”, com os sindicatos fechados e “mobilizações” virtuais, em consequência disso temos o avança da ofensiva reacionária sistemática da direita fascista contra os direitos e conquistas dos trabalhadores.

Somente a luta através dos métodos tradicionais da classe trabalhadora (greves, ocupações, etc.) poderá barrar os ataques dos patrões e seus governos. Organizar, imediatamente, uma plenária nacional de toda a categoria que tenha como palavra de ordem principal a greve nacional, pela a reversão de todos os direitos que foram surrupiados pelos patrões e referendados nos tribunais, contra a política de privatização, arrocho salarial, a volta do plano de saúde aos moldes do que era anteriormente (gratuito incluído os parentes). Todas as reivindicações devem estar alinhadas com a palavra de ordem de Fora Bolsonaro e todos os golpistas, Eleições Gerais já.

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