Após paralisação do Campeonato Paulista devido à quarentena estabelecida pelo Covid19, os 16 clubes que disputam o Paulistão deste ano decidiram, a partir de uma conferência realizada nesta quarta-feira(16), que retornarão aos treinos juntos e que o campeonato estadual será decidido dentro de campo. O retorno, porém, ocorreria com jogos de portões fechados.
A decisão tenta acabar com qualquer especulação em decidir o campeonato através dos escritórios da FPF e tribunais esportivo. Vale lembrar que o Paulistão foi paralisado no dia 16 de março, na décima rodada. Ainda faltariam dois jogos para o término da fase de grupos, as quartas, as semis e a final. Além da definição de dois rebaixados.
Contudo, os próprios dirigentes dos clubes sabem que este período previsto para uma nova pré temporada pode se alterar conforme se alongue a necessidade da quarentena. O decreto no Estado de São Paulo vai até 22 de abril e tudo indica que será prorrogado.
O fato que pode passar desapercebido, são os esforços para os jogos não terem torcida nos estádios, com o pretexto de se controlar a pandemia. O intuito é tirar o povo dos estádio provisoriamente, com o discurso de que quando “voltar ao normal” isso seria restabelecido.
Com o mesmo tipo de política, o governador de São Paulo quer aproveitar a crise do coronavírus para aplicar o Ensino à Distância (EAD). Criado pelo governo paulista, o Centro de Mídias da Educação de São Paulo, disponibilizará acesso gratuito às aulas e outros conteúdos pedagógicos durante o período do isolamento social. Mas o objetivo é o favorecimento não dos alunos, é claro, mas empresariado.
O mesmo ocorre no futebol, a medida que aparentemente seria provisória, pode afastar de vez torcidas organizadas e torcedores do povo dos estádios, colocando o controle do futebol nas mãos da Rede Globo, patrocinadores e empresários.





