O estado do Rio de Janeiro empossou há um mês o novo secretário de saúde, Fernando Ferry. Ontem, dia 17, o secretário afirmou que a secretaria possui uma dívida total de R$ 168 milhões herdada da gestão anterior. Mais de 40 unidades de saúde estão com pagamentos atrasados e, segundo Ferry, a Secretaria de Saúde enviou ao Tribunal de Contas do Estado todos os contratos para auditoria.
Em meio a uma pandemia histórica que infectou, segundo dados oficiais muito inferior à realidade, quase 1 milhão de brasileiros, matando dezenas ou centenas de milhares de pessoas, o secretário de saúde do segundo estado mais afetado do país resolve fazer uma auditoria e paralisar todos os pagamentos para UPAs, hospitais e prefeituras.
O governo burguês age a todo momento controlando os atos dos agentes públicos com a possibilidade constante de criminalizar quase todo ato público. Basta a burguesia querer acabar com o governo A ou B que encontra-se motivos de A a Z. O secretário de saúde anterior foi exonerado e o então superintendente foi preso por autorizar pagamento de R$ 9,9 milhões para respiradores.
Além da política de desestabilização dos governos por coação através de ameaças constantes de investigação e prisão, esses governos adotam a política neoliberal de controle de gastos como se fosse uma religião. Mesmo diante da pandemia do novo coronavírus, o “controle” de gastos é prioridade e os pagamentos ficam atrasados como se não tivessem relação com a vida das pessoas que precisam do parco atendimento médico do sistema público de saúde.
O sistema de saúde brasileiro já vinha sendo sucateado há bastante tempo, o golpe de estado em 2016 e a covid-19 só aceleram essa situação. Os governos estão cometendo genocídio, o que já era de se esperar conhecendo a política desses mesmo políticos burgueses no momento anterior à pandemia. Os ataques aos trabalhadores, aos aposentados, à saúde, à educação e aos direitos da população como um todo já eram extremos.
A pandemia fez acentuar o verdadeiro caráter genocida dos governos e está ensinando, na prática, para a população que não se deve confiar em nenhum outro meio de mudança além da mobilização popular. O povo saiu às ruas para confrontar os fascistas em claro entendimento de que essa é a única saída. Os partidos políticos de esquerda devem organizar uma forte mobilização junto aos trabalhadores sem frente ampla com golpistas e exigir Fora Bolsonaro e Todos os Golpistas! Eleições Gerais com Lula candidato.





