A Refinaria Presidente Getulio Vargas (Repar), localizada na cidade de Araucária (PR), é o maior foco de transmissão do Covid-19.
O município registra 109 casos confirmados da doença e, do total, 48 são originários da Repar. Isso confirma que as medidas tomadas pela empresa para a proteção dos trabalhadores têm sido insuficientes.
No cômputo geral, são 92 infecções na unidade. O Sindipetro PR-SC exige que medidas de proteção sejam tomadas em caráter de urgência na unidade. É necessária a interdição do local para a higienização e nova testagem em massa, pois os trabalhadores interagem nas trocas de turnos e compartilham os mesmos locais de trabalho. Novos relatórios detalhados sobre a evolução da doença devem ser divulgados para informar os trabalhadores e manter o sindicato a par da situação.
O Sindipetro PR-SC denuncia que a saúde dos trabalhadores, de suas famílias e dos moradores do município deve ser tratada como absoluta prioridade. Como noticiou inúmeras vezes este Diário, o contágio generalizado nas refinarias tem sido uma regra.
Nas refinarias da Petrobrás, os trabalhadores têm sido forçados a trabalhar em meio à pandemia do Covid-19. A produção é a principal preocupação da política da direção da empresa, mesmo que isso custe a exposição e a morte dos petroleiros. Na Refinaria Presidente Bernades de Cubatão (RPBC-SP), os infectados já somavam 13 pessoas até o mês de maio. Após 21 dias de luta contra o coronavírus na UTI, Antonio Carcavalli, conhecido como “xerife”, faleceu.
A gravidade da situação na refinaria de Cubatão foi denunciada pelo sindicato e pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). A empresa se manteve numa postura de indiferença e não providenciou os equipamentos de proteção aos trabalhadores.
A direção da Petrobras, nomeada pelo governo fascista de Jair Bolsonaro, implementa uma política deliberada e consciente de manter a produção e expor os trabalhadores ao coronavírus. A ideia que fundamenta essa política é a privatização da empresa e a entrega dos recursos minerais para as empresas estrangeiras.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) deve mobilizar os sindicatos e preparar a greve da categoria contra os ataques do governo Bolsonaro, a política de privatização da empresa levada adiante pelos golpistas e a exposição deliberada dos trabalhadores ao coronavírus. Os capitalistas não permitem a interrupção da atividade dos petroleiros, uma vez que se trata de uma engrenagem fundamental para a economia capitalista e que rende vultuosos lucros para os acionistas internacionais.





