Um estudo feito pela UFRJ mostram que cerca de 15 milhões de pessoas podem perder seus empregos em 2020. O corte seria consequência de uma retração de 11% do PIB.
A economista Esther Dweck, coordenadora do estudo, opina que as exportações brasileiras vão contribuir pouco para a recuperação econômica. Os investimentos das famílias e das empresas também teriam efeitos limitados.
As famílias se encontram endividadas, ao passo que as empresas sofrem os efeitos das incertezas geradas pelo novo vírus Corona, o que as leva a represar investimentos.
As exportações não ajudam na recuperação já que o mundo inteiro sofre uma crise econômica, e os países imperialistas tendem a barrar a entrada de produtos estrangeiros em situações assim.
As famílias compram menos, não só pelo isolamento social, mas também por uma perda de poder aquisitivo com as medidas do governo de corte no rendimento dos trabalhadores. Empresas estão suspendendo os contratos de trabalho pelo período da pandemia, terceirizados perdem os empregos, servidores públicos estão com seus rendimentos congelados e muitos não conseguem sequer receber a esmola de R$600,00 aprovada no congresso como grande vitória da esquerda.
A lógica é simples, se as pessoas recebem menos, logo também gastam menos. O que leva o comércio e a indústria a demitirem.
Os demitidos levam a uma diminuição ainda maior do consumo, o que leva o país a uma recessão.
Em economia recessão é uma fase de contração no ciclo econômico, isto é, de retração geral na atividade econômica por um certo período de tempo, com queda no nível da produção (medida pelo produto interno bruto), aumento do desemprego, queda na renda familiar, redução da taxa de lucro, aumento do número de falências e concordatas, aumento da capacidade ociosa e queda do nível de investimento.
Uma recessão em um cenário de aumento do número de mortos pela pandemia de coronavírus levará o país a vivenciar uma das maiores catástrofes da sua história. Sem emprego e nem atendimento médico, o número de mortos entre os trabalhadores deve aumentar muito ao longo de 2020.
O único modo de evitar uma recessão seria proibir as demissões e reduzir a jornada de trabalho para 35 horas semanais. Isso faria o mercado de trabalho aumentar, aumentando o consumo.
Infelizmente, nada disso está no horizonte da burguesia que pensa no seus ganhos a partir da redução dos direitos trabalhistas e a reversão desse quadro só poderá ser conquistada com uma grande mobilização dos trabalhadores.



