Patrimônio do futebol

Recém privatizado Pacaembu completa 80 anos

Estádio Municipal de São Paulo, palco de grandes espetáculos de futebol, completa 80 anos entregue aos capitalistas pelos golpistas tucanos.

Em 27 de abril, um dos estádios mais emblemáticos, se não o mais, da cidade São Paulo, o Pacaembu, completa 80 anos. O estádio, que foi palco de grandes acontecimentos do futebol brasileiro, agora amarga a humilhante (para os fãs do futebol) de estar entregue a predatória gestão privada do Consórcio Patrimônio SP, um conglomerado capitalista para parasitar o patrimônio público, pelos golpistas do PSDB, João Dória Jr, e Bruno Covas.

Inaugurado em 1940, o Pacaembu foi construído para ser a principal praça esportiva da capital paulista. Ainda na sua década de inauguração, o estádio viu, por cinco vezes Leônidas da Silva, o Diamante Negro, fazer 5 gols de bicicleta. Também chegou a sediar, em 1950, dois jogos da Copa do Mundo, onde um deles foi um 2×2 entre Brasil e Suíça.

Além da Copa do Mundo, o estádio recebeu grandes jogos dos 4 grandes do estado de São Paulo. Lá, Palmeiras e Corinthians fizeram os dois jogos da final do Brasileiro de 1994, que deu o título ao primeiro. Corinthians e Santos ganharam Libertadores da América no Pacaembu contra os tradicionais Peñarol e Boca Juniors respectivamente.

Outros memoráveis jogos de competições nacionais marcaram a história do Pacaembu, como a goleada do Santos, liderado pelo mágico Giovanni, sobre o Fluminense (5×2), após o Peixe ter sido goleado no Rio de Janeiro (4×1), o que levou o clube à final do Brasileiro contra o Botafogo de Túlio Maravilha e Donizete Pantera.

Diversas goleadas nos dérbies paulistas também ocorreram no estádio. Em 2005, houve duas bastante marcantes pelo Campeonato Brasileiro, ambas envolvendo o Corinthians. O 5×1 do São Paulo sobre o Corinthians, ainda sob comando de Daniel Passarella. Entretanto, o Corinthians, mais tarde, já com Antônio Lopes como técnico, aplicou sonora goleada de 7×1 sobre o Santos.

O Pacaembu também foi palco de despedidas de dois grandes craques da seleção brasileira, Romário e Ronaldo. O Baixinho se despediu da Canarinho, com gol, em 27 abril de 2005, aniversário de 65 anos do estádio, com uma goleada de 3×0 sobre a Guatemala. Já a despedida de Ronaldo, em junho de 2011, com o 1×0 sobre a Romênia, foi marcada pela quantidade de chances perdidas pelo Fenômeno, pois este não estava com a forma necessária para o seu futebol sempre explosivo, porém refinado.

Curiosamente, o Pacaembu também serviu de local para a disputado do clássico Fla-Flu em duas ocasiões, uma em 1942 e outra em 2016. Entretanto, em ambas as vezes, o grito de gol ficou preso na garganta dos torcedores, pois nenhum dos times conseguiu marcar.

Observando toda a história do Pacaembu, e seu papel durante toda trajetória do futebol paulista, brasileiro e sulamericano, é entristecedor vê-lo entregue aos capitalistas.

Os parasitas burgueses têm como projeto derrubar o tobogã, construído nos anos 70 para substituir a Concha Acústica, para construção de um prédio de escritórios. Deste modo, a capacidade do estádio cairá de 39 mil para 26 mil torcedores. Assim, o estádio deixará definitivamente de receber partidas importantes, ficando relegado a jogos das competições de base e das divisões inferiores.

Como mostrado nesta matéria, o Pacaembu é um estádio feito para abrigar grandes espetáculos esportivos e não para ser um estádio de “segunda”, como tanto desejam os capitalistas.

Deve-se observar a situação atual do Pacaembu como alerta a todo o povo sobre o modus operandi da direita. Os golpistas tucanos de São Paulo não tiveram nenhum tipo de pudor em sucatear o estádio para entregá-lo aos capitalistas. Então, cabe aos trabalhadores não proporem aliança alguma com estes entreguistas, especialmente neste 1º de maio, pois estes são tão inimigos do povo e da cultura popular quanto o atual presidente.

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