O ano de 2020 começou quente e a todo vapor no que diz respeito à luta dos trabalhadores. Isso vem sendo demonstrado pela enorme tendência de luta presente em várias categorias, sendo a principal delas a dos petroleiros, que enfrentam uma dura queda de braço com o governo e a direção golpista da empresa, que se recusa a negociar com os trabalhadores, que estão com as atividades paralisadas desde o início do mês de fevereiro, tendo entrado na terceira semana de greve, com novas adesões a cada dia, indicando uma grande disposição de luta por parte da categoria, uma das mais importantes do País e que tem “tirado o sono” dos golpistas, não obstante o boicote escancarado e descarado da imprensa venal capitalista.
No rastro da mobilização nacional dos trabalhadores da maior e mais importante estatal do País, diversas outras categorias começam a se movimentar no sentido de ir à luta em defesa das suas reivindicações, com pautas específicas, que no geral dizem respeito à defesa das suas condições de vida, duramente atacadas pelos governos direitistas e também governadores de esquerda, como é o caso dos docentes da rede estadual da Bahia, em pé de guerra contra o governador petista Rui Costa.
Em vários estados uma das mobilizações mais importantes vem ocorrendo com a atacada categoria dos professores da rede pública, que vem enfrentando a política de destruição do ensino público perpetrada pelo Governo (golpista) Federal, encontrando eco para esta política criminosa nos governos estaduais, que reproduzem o ataque de Bolsonaro e do bizarro ministro Weintraub contra o ensino público. Os professores se movimentam nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Piauí e Bahia, com a categoria já paralisada ou em estado de greve, com indicativo de paralisação para os próximos dias.
Junto às crescentes mobilizações dos professores nos estados, entra movimento também mais uma importante categoria nacional, a dos trabalhadores dos Correios, que acenam com a possibilidade de greve para os próximos dias, com uma pauta que vai além das questões sindicais e reivindicatórias, na medida em que estão pautando a defesa dos correios como estatal pública, contra os planos de privatização de Bolsonaro e Paulo Guedes.
Esta enorme tendência de luta presente em algumas categorias é o estopim para diversas outras mobilizações que já apontam, neste início de exercício, para um horizonte de grandes lutas da classe trabalhadora brasileira no decorrer do ano contra os golpistas, o conjunto do regime burguês, a extrema direita e o imperialismo. No entanto, para que de fato sejam vitoriosas, as lutas não podem ficar restritas às limitadas pautas reivindicatórias e sindicais. O grande responsável pela situação de pauperização das massas e dos trabalhadores é o governo golpista e sua política de terra arrasada contra a população pobre e explorada. Bolsonaro e Guedes esfolam os trabalhadores e destroem as conquistas sociais das massas para transferir os recursos públicos aos banqueiros, aos especuladores, aos inimigos do povo trabalhador.
Para se opor de forma consequente a esta política, para quebrar e derrotar a política pró-imperialista do governo neoliberal de extrema direita, aliado dos exploradores, dos capitalistas é necessário uma frente única de todos os explorados, de todos os trabalhadores, dos sindicatos, das organizações populares, erguendo como bandeira principal, além das reivindicações específicas de cada categoria, a luta pelo “Fora Bolsonaro”, como guia principal das mobilizações, exigindo também a liberdade plena para o ex-presidente Lula, com a anulação de todos os processos – todos fraudulentos – que vem sendo movidos contra a liderança petista.




