Mais um capítulo do golpe

Privatização da Copel Telecom no Paraná e a entrega da soberania

O desmonte se aprofunda. Mais uma manobra vergonhosa, a privatização da Copel Telecom coloca sua controladora na mira dos golpistas

A Privataria tucana já virou livro no país e, constitui fonte de métodos e desmonte a ensinar aos golpistas como matar um país. Agora, a privatização da Copel Telecom é mais um capítulo no golpe mortal à soberania do país.

Ou seja, mais uma manobra vergonhosa, a privatização da Copel Energia, sua controladora está na mira dos golpistas. Os impactos financeiros e de segurança (uma vez que mais de 33 mil quilômetros de cabos de Telecom serão entregues, bem como a rede de escolas, hospitais, universidades) a empresas multinacionais colocam em risco a Segurança do país.

Ao fatiar mais essa empresa repete-se a mesma manobra dos golpistas já realizada na privatização da Petrobras, da Caixa, dos Correios, etc. não menos importante, contudo, é preciso dizer já houve tentativas anteriores que ocorreram no Estado, sobretudo nos governos Jaime Lerner (PDT) e Beto Richa (PSDB) buscando o desmonte que agora se efetiva.

Diante disso, os empregados da Copel Telecom lançaram um manifesto contra a privatização da holding. O documento causou um terremoto no Paraná — e, especificamente dentro da companhia de internet.

Os empregados denunciam que a privatização da Copel Telecom está ocorrendo com “absoluta falta de transparência” perante a sociedade. Segundo o texto, a atual administração da Copel pretende já no mês de maio transferir os empregados da Copel Telecom para um do prédio atualmente ocupado pela BRF Brasil Foods S.A., na BR-277, saída para Ponta Grossa.

Assim, “Após isso”, continua o texto, “seguir-se-ia a segregação dos ativos das outras subsidiárias e, o que é extremamente grave, a desativação do Data Center da Copel Telecom da Rua Padre Agostinho, além da entrega de nossos dados para empresas de hosting multinacionais”.

Um verdadeiro desmonte. O manifesto dos empregados da Telecom denuncia também que os planos de “desinvestimentos” de ativos da Holding Copel têm sido elaborados e discutidos sem qualquer transparência no âmbito do Conselho de Administração, ou seja, ninguém sabe quais ativos serão vendidos, ou por quanto.

Acrescentam que, “Inclusive consta que um ex-integrante de operadora, como a Vivo, faz parte hoje do Conselho de Administração da Companhia, bem como que contas bancárias da Copel Telecom já teriam sido repassadas a bancos no Estado de São Paulo”.

Os privatistas trarão apenas uma registradora. Todo investimento pesado e de infraestrutura já está feito. As empresas do setor elétrico possuíam amplas redes de fibra óptica instaladas em linhas de transmissão de alta tensão, que cumpriam o papel de permitir a comunicação entre usinas, subestações e unidades administrativas das empresas.

Só a derrubada do governo de golpistas, a luta nas fábricas, nas ruas, o fora Bolsonaro, pode barrar o desmonte.

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