O sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Eunápolis (Sinsppor) denunciou que a prefeitura municipal, sob administração do direitista Flávio Augusto Baioco (PSD), não está fornecendo os equipamentos de proteção individual para os profissionais da saúde realizarem os atendimentos no Hospital Regional e nos postos de saúde.
O sindicato ainda denunciou que os servidores estão confeccionando as máscaras de proteção dentro do hospital. Os equipamentos que estão sendo usados são inadequados, os materiais de limpeza são improvisados e há um desespero geral por causa do risco real de contágio pelo coronavírus.
A política da direita de austeridade fiscal, cortes orçamentários no sistema público de saúde, parcerias público-privadas e estímulo à expansão do sistema privado está colocando em risco a vida dos próprios profissionais que realizam os atendimentos à população. A política da quarentena sem investimentos massivos na saúde, como ampliação dos leitos hospitalares, distribuição dos equipamentos de higiene e proteção individual e contratação de pessoal, não passa de uma farsa.
A formação de conselhos populares é uma tarefa central para organizar o enfrentamento popular à epidemia. Só a organização e mobilização da população por reivindicações concretas pode enfrentar a pandemia que já se alastra pelo país.
As seguintes reivindicações são fundamentais: proibição às demissões, proibição aos cortes de luz e água, aumento imediato de verbas para a saúde, estatização de todo o sistema de saúde, estatização dos laboratórios para produção dos equipamentos de saúde, construção de abrigos para os moradores de rua, estabelecimento de testes em todos os lugares, redução da jornada de trabalho sem redução de salário para garantir emprego para todos, libertação de todos os presos provisórios e garantia das condições de saúde adequadas nas prisões, nenhum dinheiro para os bancos e os capitalistas especuladores, controle do abastecimento dos gêneros básicos, Aumento dos valores do bolsa-família e extensão do plano para fazer frente às necessidades de saúde e da crise econômica, Fora Bolsonaro e todos os golpistas.





