Os meios de comunicação alardeiam os índices de violência provocando terror no cidadão ao mero ato de medo sair de casa. Os números da criminalidade sobem na mesma medida em que se agrava o caos social e econômico , ao mesmo tempo em que a ação desmedida da Polícia militar contra a população torna-se notícia comum e os abusos cotidianos da PM desmascaram a crueldade daqueles que em tese deveriam “proteger a população”.
Em vídeo gravado por câmera de segurança, na pacata cidade de Sorriso no Mato Grosso, dois policiais após virarem esquina, apontam a arma para um casal sentado em um banco público. O que se vê a seguir é uma demonstração daquilo em que os integrantes da PM são na realidade : uma máquina de matar.
Os Homens descem , agridem o casal e um deles descarrega a arma na mulher . O homem agredido pede por socorro aos transeuntes.
A cena fala por si, esta é a Polícia Militar.
No boletim de ocorrência , os fatos são outros. Os policiais Ezio Sousa Dias e Webert Batista Ribeiro, ambos de 30 anos, se envolveram em uma confusão em um bar e efetuaram disparos, atingindo Elizangela Moraes, que estava do lado de fora do estabelecimento.
A mulher está internada com uma bala alojada no pescoço.
Diante da evidência incontestável do vídeo, a Corregedoria da PM instalou apuração e os homens foram presos. A alegação é que estes não estavam em serviço e após a conclusão do processo poderão ser exonerados, algo pouco provável tendo em vista dezenas de casos similares e esquecidos. Histórias como estas, como no caso dos vídeos de Paraisópolis onde jovens foram torturados e mortos em um baile Funk, são rotina na voz da população da periferia.
Apenas o cidadão de bem, branco, morador dos bairros da classe alta , vê na Polícia Militar a representação da segurança. Para o povo, a PM é mais perigosa que qualquer facção criminosa. Representa a opressão, a violência desmedida, o desaparecimento e extermínio de jovens pelo simples fato de serem pobres e pretos, logo suspeitos . Pelo que se viu em Sorriso , sentar à noite em um banco público é um ato perigoso.
Na voz da própria polícia , em reunião com moradores do Morumbi , bairro chique de São Paulo, antecedendo a chacina de Paraisópolis,“ a abordagem tem que ser diferente”. Para o “cidadão de bem” reunião, com licença Doutor, para o povo o tratamento todos sabemos qual é.
A ação dos policiais de Sorriso é coerente com o DNA da PM, uma organização treinada para matar, para reagir de forma incontestável à toda ameaça, para oprimir e amedrontar a população, e proteger de fato aos seus senhores : burguesia moradora dos “ Morumbis” espalhados pelo Brasil.





