A política genocida do governo ilegítimo Bolsonaro tem ocasionado uma explosão da contaminação pelo covil-19 nas plataformas e dependências da Petrobras.
As últimas notícias, alarmantes, são das refinarias localizadas no estado da Bahia tais como a Landulpho Alves (Rlam) que já contam com 24 casos confirmados da contaminação.
Dados de levantamento da contaminação divulgado por uma reportagem do periódico Jorna Estado de São Paulo sobre um relatório, com cerca de 950 páginas, da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) enviados para o governo federal revelam que, em um intervalo de apenas nove dias, 872 trabalhadores foram infectados em unidades da empresa.
Os dados não deixa dúvida sobre a política genocida do governo fascista/ilegítimo Bolsonaro e seus prepostos à frente da direção da Petrobras.
É claro que os dados são subjugados por se tratar de pesquisa feita por uma instituição controlada pelo próprio governo e, que, na verdade não detém o controle de praticamente nada em relação aos dados da contaminação, no caso específico da Petrobras, de maneira geral.
Sofrendo com a mesma política de descaso da direção da empresa, os petroleiros da plataforma P58 da Petrobras, no estado do Espírito Santo (ES), diante da contaminação em massa dos trabalhadores no seu local de trabalho, preparam uma greve, por tempo indeterminado, contra a política genocida da direção da empresa, que não vem tomando nem as mínimas medidas necessárias de prevenção contra o covil-19.
O contágio nos trabalhadores da Petrobras vem se espalhando como rastilho de pólvora, sem nenhum tipo de controle, colocando em risco os trabalhadores e suas famílias. A gestão da Petrobras se recusa a atender as medidas de prevenção cobradas pela FUP, principalmente, a testagem em massa de todos petroleiros, inclusive os assintomáticos.
Num momento de risco elevado, a empresa continua ignorando as condições precárias dos petroleiros e mais ainda dos terceirizados, cuja exposição à contaminação pelo coronavírus é muito maior. O aumento exponencial do contágio do coronavírus na Petrobras está diretamente associada ao desmonte da empresa.
Diante desta catástrofe é preciso agir. A FUP, os sindicatos conjuntamente com a CUT devem chamar imediatamente uma greve geral da categoria, não estamos nem no pico da doença no Brasil e já tem uma quantidade gigantesca de trabalhadores infectados pelo vírus. Se faz necessário então paralisar toda a produção e somente voltar com todos os itens de segurança pessoal e coletivo, adotar medidas de distanciamento, rodízio de funcionários e mandar para casa os funcionários que são grupos de risco, pois precisam ser preservados.
O exemplo dos petroleiros do Espirito Santo deve ser ampliado para todos os estados. Nenhum outro expediente, como pressão aos parlamentares no reacionário Congresso Nacional, Ministério Público, etc. irá resolver as principais reivindicações da categoria. Já são três meses de pandemia e os casos só aumentam e nada disso foi capaz de, minimamente, conter o avanço da doença na Petrobras.
Somente a luta da categoria através dos seus métodos tradicionais da classe operária poderá conter a política genocida da direção da empresa. Nesse momento só a greve nacional de toda a categoria será capaz de deter a sanha assassina do governo Bolsonaro. Se os trabalhadores podem trabalhar também podem fazer greve e se manifestar.





