Não obstante o tratamento escravo para manter a produção, principalmente a exportação, os patrões genocidas procuram esconder trabalhadores contaminados, não dão a menor assistência, não fazem teste, enfim, obrigam os trabalhadores a exercerem suas funções mesmo com o coronavírus, numa atitude de calhordas.
Essa atitude, apesar de ser rotineira para o momento em que os trabalhadores e o conjunto da população vêm passando, os patrões dos frigoríficos, bem como o governo que os acobertam, foi denunciada pelos trabalhadores de um frigorífico de São Paulo, na cidade de Cabreúva.
O caso se deu no frigorífico Flamboiã que, conforme a imprensa venal das organizações Globo, têm mais 50 casos confirmados de Covid-19, e foi alvo de protestos de seus funcionários durante a manhã desta segunda-feira (22).
Entre as reclamações estão a aglomeração de funcionários e trabalhadores sem máscaras. Os funcionários dizem ainda que a empresa não realizou testes em todos antes de retornarem ao trabalho.
João Doria eliminou as fiscalizações em frigoríficos
Recordista de vítimas fatais pelo coronavírus, onde, em apenas um dia foram registrados 434 mortos, 13.068 pereceram, no total, até agora e com 229.475 infectados até terça-feira (23), o governador do estado de São Paulo, João Doria Jr., do golpista PSDB, no início da pandemia dispensou a fiscalização para os escravagistas, donos dos frigoríficos de São Paulo, sendo assim, a lei é a determinação imposta pela latifundiária golpista e ministra da agricultura Tereza Cristina, ou seja, a de trazer bilhões de dólares para o Brasil.
Assim como o cinismo do governador golpista de São Paulo, diante da tragédia reinante no estado, os patrões do Flamboiã, (que tiveram o frigorífico interditado através de liminar), como tradicionalmente fazem, disseram que as denúncias dos funcionários são falsas e afirmaram que “vem tomando todas as medidas determinadas pelos órgãos públicos responsáveis, inclusive a de afastar pessoas contaminadas”. Atualmente, a fábrica tem mais de 800 trabalhadores.
É hora de paralisar as atividades para preservar a vida dos trabalhadores. Os patrões, acobertados pelo governo Doria, vão levar uma gama de trabalhadores aos cemitérios, que já estão superlotados diante situação caótica que este governo deixou, diante da falta de saúde pública, de equipamentos, como luvas, álcool gel, máscaras e condições, além é claro, de falta de hospitais, respiradores, leitos, etc. e neste sentido, os frigoríficos devem ser fechados até que a situação se resolva.
Os patrões dos frigoríficos e o governo de São Paulo são responsáveis por tamanha tragédia, não se importam com o enorme contingente de trabalhadores que estão sendo contaminados e mortos, muito menos com seus familiares e o conjunto da população explorada.
Paralisar já todas atividades nos frigoríficos para preservar a vida e, neste sentido, organizar, juntamente com as comunidades, movimentos populares e juntamente com a CUT (Central Única dos Trabalhadores), tendo como principal frente de organização dos trabalhadores, um movimento nacional de luta contra o ataque dos patrões escravistas dos frigoríficos.




