No dia 9 de fevereiro um apresentador dominical da Rede Globo fez críticas cínicas, embora reais, aos dirigentes do Flamengo. Ele se dirigiu à postura dos dirigentes, adotada para tratarem as famílias das vítimas da tragédia do Ninho do Urubu, ocorrida há um ano atrás.
Imediatamente a direção do clube emitiu uma nota de repúdio à emissora a respeito da fala do apresentador e no dia 16 (domingo) o direito de resposta foi transmitido neste mesmo programa.
Embora pareça pontual, esse conflito é sintoma de algo maior, a disputa interna da direita. Para começo de conversa, a diretoria do rubro negro e a emissora da Família Marinho vivem nesse momento uma queda de braço pelos direitos de transmissão das partidas do Flamengo, uma vez que o clube exige um pagamento maior do que o proposto pela Globo.
Atualmente o Flamengo é dirigido por figuras claramente de extrema direita, a ponto de tentarem se eximir da culpa pela tragédia do Ninho do Urubu, bajularem Bolsonaro e Witzel e recusarem-se a homenagear o ex-remador e ex-militante morto pela ditadura militar (Stuart Angel).
Apesar disso, esses direitistas não parecem estar dispostos a se sujeitarem aos desmandos da emissora. A razão é bem simples. A Globo, principal condutora da direita no Brasil, não se mostra mais como uma força incontestável no seu campo. Isso evidencia uma crise da direita, dado o repudio da população contra a política golpista e o fato de ninguém querer arcar com o ônus disso.
A esquerda, a essa altura, já deveria explorar largamente este conflito interno, para derrubar a política golpista que tem sido colocada desde 2016.
Nessa briga, apesar de não haver inocentes, o primeiro posicionamento a se colocar é o fim do monopólio que a emissora dos Marinhos exerce sobre manifestações populares como futebol e carnaval.
Sendo mais preciso, é necessária a cassação da concessão da Globo, que se mostra uma emissora inimiga da democracia desde seu surgimento, quando bajulou a Ditadura Militar e em 2016, quando fez todo o trabalho sujo para viabilizar o golpe contra Dilma Roussef.
Ao mesmo tempo, a perseguição contra as torcidas organizadas deve ser cessada desde já, essas organizações tão bestializadas pela imprensa e por dirigentes até aqui, foram as únicas que se manifestaram de maneira sincera e solidária sobre a tragédia que recentemente completou 1 ano e são elas que realmente garantem que as arquibancadas sejam do povo ainda.





