O governador bolsonarista Ibaneis Rocha (MDB) decidiu reabrir as escolas e outros estabelecimentos na cidade, logo após o encontro que teve na segunda-feira, dia 20, com o presidente fraudulento e genocida Jair Bolsonaro.
É bom lembrar que o governador do DF figura na lista daqueles chefes de executivos estaduais que foram alçados à condição de “heróis do povo”, de acordo com muitos dos seus exaltadores (incluindo aí dirigentes da esquerda nacional), por supostamente estar adotando medidas de segurança e proteção à população e até mesmo “salvando vidas”, diante da epidemia do coronavírus. Nada mais falso, nada mais demagógico.
No encontro com o ocupante clandestino do Palácio do Planalto, Ibaneis acertou os ponteiros com Bolsonaro para a reabertura das escolas no DF, a começar pelos colégios militares e as escolas cívico-militares. O DF foi a primeira unidade da federação a adotar o modelo de escolas militarizadas, expressão mais acabada do fascismo como método de intervenção no aprendizado do alunato da cidade. A partir da experiência-piloto do DF outros estados passaram a adotar o mesmo modelo.
A intenção do governador bolsonarista é voltar atrás na decisão anterior de somente autorizar o retorno às aulas no início de junho. No entanto, como fiel bolsonarista, e também de olho nos repasses da área federal para os cofres do DF, Ibaneis prontamente se submeteu às chantagens do presidente fascistóide, não se importando com a segurança da população e o risco que significa a reabertura não só das escolas, mas também do comércio, incluindo aí os shoppings, espaços de grandes aglomerações.
Enquanto o governador escancara geral e libera o funcionamento de escolas e comércio, a esquerda do Distrito Federal e os sindicalistas publicam notas de protesto contra as intenções macabras do governador. O Sindicato dos Professores (Sinpro) – que disponibilizou suas dependências para o governador “salvar vidas” – protestou em nota oficial da sua direção, publicado no portal digital da entidade. No entanto, assim como a CUT e outros sindicatos, o Sinpro permanece com as portas fechadas, sem mobilizar a categoria e sem adotar uma política de enfrentamento aberto contra Ibaneis Rocha e sua retórica demagógica.
A decisão do governador bolsonarista do DF confirma o que este Diário vem denunciando. A burguesia e a extrema direita vem preparando a suspensão da quarentena e o fim do isolamento social, que para os trabalhadores e a população pobre e explorada nunca existiu. O grande empresariado nacional, os capitalistas e os exploradores não se importam com a segurança e a proteção do trabalhador e sua família. Ao contrário, querem que estes se exponham aos riscos da contaminação para a garantia dos seus enormes lucros. Ao trabalhador, à população pobre, às massas populares, a estes estão reservadas as covas nos cemitérios e os containers para alojar os corpos das vítimas do coronavírus, que cresce em número exponencial em todas as regiões do país.





