Fora Witzel

No RJ, já morrem pessoas na fila dos hospitais por Covid-19

Mais um paciente com sintomas de covi-19 que necessitava de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) vai a óbito no Rio de Janeiro.

Mais um paciente com sintomas de covi-19 que necessitava de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) vai a óbito no Rio de Janeiro. O paciente Pedro Bezerra Costa, de 63 anos, deu entrada com falta de ar e tosse e estava na Unidade de Pronto Atendimento UPA da Tijuca, em uma sala de isolamento improvisada enquanto aguardava disponibilidade de um leito de UTI para transferência, quando veio a falecer na madrugada desta terça-feira, 28 de abril.

“A necessidade da vaga do CTI era importantíssima, era fundamental para a sobrevivência dele e o descaso das autoridades foi cruel. Ele veio a falecer por falta de suporte, por falta de ventiladores mecânicos, por falta de vaga no CTI. A situação não é fácil, a situação é difícil. Eu sou técnico de enfermagem, estou vendo meus amigos morrerem, estou vendo meus colegas de trabalho morrerem. Por favor, senhor governador, por favor demais autoridades, não é brincadeira. Não deem mole, não fiquem na rua, evitem ao máximo possível aglomerações” desabafou um amigo do falecido ao ter ciência da sua morte.

A rede estadual do Rio de Janeiro de atendimento médico preparada para pacientes com covid-19 está em colapso. Dos oito hospitais organizados para atender pacientes com sintomas de covid-19, seis estão lotados, os únicos que ainda disponham de poucas vagas são o Hospital Zilda Arns, em Volta Redonda com 22% dos leitos e o Hospital de Campanha da Lagoa-Barra, no Leblon, com 2 leitos.

Foi movida uma ação para transferência dos paciente aguardando vagas em leitos de unidades de tratamento intensivo da rede estadual para a rede federal. Houve o desimpedimento dos leitos de UTI, mas mesmo a rede federal tendo os leitos de unidades de tratamento intensivo disponíveis eles não estão adaptados para receber pacientes do vírus corona, também não há ao dispor material como Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados e nem equipe para realizar os atendimentos.

Há nesse momento 326 pacientes aguardando vagas para leitos de unidades de tratamento intensivo. Esses pacientes estão com suas vidas em risco, sendo uma atitude criminosa a omissão do governador Witzel diante desta situação que vai custar inúmeras vidas da classe trabalhadora.

Todo esse quadro precário é fruto da política criminosa do governador Witzel. O governador do Rio não tem a mínima iniciativa para melhorar as condições da população nesta crise sanitária provocada pela pandemia no covid-19, acarretando um verdadeiro genocídio da população pobre no estado do Rio de Janeiro.

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