No mês de junho o número de infecções do COVID-19 nos presídios teve um aumento de 800% em relação a maio de acordo com o balanço divulgado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
No presídio da Papuda, localizado no Distrito Federal, tem oficialmente 775 casos confirmados, o que representa 35,4% do total de casos no sistema carcerário brasileiro, até o momento com 3 mortes confirmadas, sendo dois detentos e um agente penitenciário. Já o estado de São Paulo tem o maior número de mortes, 13 óbitos, cerca de 26,5% do total.
Um dado bastante peculiar é que dos 8.708 (1,14%) testes realizados nos presídios, cerca de 50% dos foram feitos na penitenciaria da Papuda. Em maio o governo do distrito federal decidiu criar uma Secretaria de Administração Penitenciária para tentar monitorar o quadro. Até então, a questão era tratada pela pasta de Segurança Pública.
Temendo o agravamento da situação e as consequências de se manter o inferno prisional em meio à crise do coronavírus, o CNJ decidiu recomendar os juízes de todo o país que reavaliem as penas de prisões e adotem medidas alternativas ao esencarceramento massivo habitual. Isto por que, como a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal “a superlotação dos presídios inviabiliza a principal recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) para evitar o contágio, que é o distanciamento social”.
Na atual situação que se encontra os sistemas prisional brasileiro, com superlotação, racionamento de água, divisão de colchões, presença de equipes de saúde em apenas um terço das unidades, os presídios s transformam em campos de concentração destinados ao assassinato em larga escala de milhares de seres humanos.
Para que a superlotação seja diminuída é preciso que liberte presos não perigosos e que não oferecem perigo para a sociedade. Na papuda cerca de 1300 presos que estão no grupo de grupo risco, mas apenas 63 conseguiram autorização para cumprir prisão domiciliar em casa.
Até mesmo a OMS já recomendou as governos que busquem alternativa para essas pessoas. Com a não soltura dos presos que estão no grupo de risco e aqueles que não oferecem risco a sociedade, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB) se mostra claramente disposto a provocar uma mortandade em escala ainda desconhecida pela população pobre do Distrito Federal. O golpista precisa ser impedido, derrubado junto com Bolsonaro e toda corja que tomou o país de assalto após o golpe de 2016, por uma mobilização popular que imponha um regime de interesses dedicados, entre outras coisas, a impedir a matança na Papuda.





