A Rocinha, no Rio de Janeiro, é considerada a maior favela do Brasil. Sua população gira em torno de 70 mil habitantes. Neste momento é a comunidade com o maior número de casos do novo coronavírus. Entre os dias 09 e 14/04 o número saltou de 6 para 35, um aumento exponencial.
Qualquer um que conhece as favelas brasileiras sabe que há pelo menos dois fatores inerentes às comunidades carentes que as tornam vítimas preferenciais da pandemia: 1 – as casas são “amontoadas”, umas em cima das outras, uma colada na outra e, 2 – as pessoas não tem como seguir a política da direita e de grande parte da esquerda pequeno-burguesa de ficar em casa.
Moradores da comunidade da Rocinha denunciam que no local não existe unidade de saúde de referência para casos suspeitos de covid-19. Também não existem testes em nenhuma unidade de saúde. O atendimento de triagem na UPA da comunidade está sendo feito em uma tenda do lado de fora da unidade.
O fascista que governa o estado, Wilson Witzel, o metralhador de pobres, não teve, não tem e não terá –isso é importante dizer– a capacidade de montar sequer um centro de triagem em uma instalação de grande porte, como o centro esportivo ou a quadra da escola de samba da comunidade. Não podemos esperar nada de um indivíduo fascista que comemora morte de sequestrador ao vivo, que fala em mandar míssil na favela de Deus e que participa dentro de helicóptero de tiros contra a população.
Diante de um governante fascista e assassino, a população não pode esperar nenhum tipo de solução para a grave crise de saúde pública provocada pela pandemia do novo coronavírus. Tampouco, pode ficar passiva aguardando a roleta russa da doença letal que, neste exato momento em que este texto é escrito, se alastra em ritmo acelerado nas comunidades pobres de todo o país.
Wilson Witzel é o grande responsável pela propagação da doença entre os mais pobres no Rio de Janeiro. Devemos colocar em sua conta toda morte provocada pela doença na Rocinha. Pensemos por um segundo: quão conveniente não é para alguém que usa armas contra o povo o fato de haver uma doença, com alta taxa de contaminação e letalidade, se espalhando pelas comunidades alvo desse assassino?
O povo deve se organizar agora! Exigindo o “Fora, Witzel!”, pressionando com força real os governantes burgueses a atender as reivindicações de equipamentos de proteção, leitos, ajuda financeira de fato e melhores condições de vida nas comunidades. É hora da organização da classe trabalhadora e dos movimentos populares no sentido de exigir medidas efetivas contra a precariedade das condições de combate à doença.





