Na última terça-feira, ocorreu uma reunião por videoconferência com dirigentes dos clubes da séria A do campeonato carioca com a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro). A reunião foi apresentada para obter uma decisão entre os clubes pelo retorno dos jogos estaduais.
A federação propôs aos clubes na reunião de terça o retorno para hoje, quinta-feira (18), jogo entre Flamengo e Bangu. Dos quatro grandes clubes cariocas, Fluminense e Botafogo, foram contra o retorno precoce das atividades esportivas e reforçam a situação caótica da saúde pública do estado carioca. Já Flamengo e Vasco apoiam o retorno dos jogos.
Os dois clubes contrários a decisão da federação, tiveram uma outra reunião na quarta-feira, mais dessa vez com a prefeitura do Rio de Janeiro, mas, caso datas não sejam alteradas, afirmaram que acionaram a justiça para barrar o retorno do campeonato.
“Em algum momento desta semana, chegamos a acreditar que, em atitude de um saudável exame de consciência, o conselho arbitral da Ferj mudaria a data de nossos jogos, promovendo a entrada dos times em campo somente em julho, quando esperamos semanas epidemiológicas menos graves para o estado do Rio de Janeiro. E em especial na capital, onde já há alguns sinais de uma tendência de redução dos casos de contaminação e de óbitos – ainda que haja alertas de que o relaxamento das medidas de isolamento social poderá provocar uma segunda onda de casos de Covid-19. No entanto, ignorando os riscos da pandemia e mesmo o risco de lesões aos atletas por falta de tempo adequado ao treinamento, o Arbitral optou por manter sua posição imprudente, estabelecendo as datas de 22 e 25 de junho para os jogos do Fluminense”, assim declarou o dirigente tricolor.
A federação carioca é uma ferramenta controlada pela burguesia para manter os interesses capitalistas em torno do futebol carioca. Mesmo com os riscos e dois dos grandes clubes discordando do retorno, instituição força a barra e coloca o campeonato de volta em pleno período de crescente do vírus.
Essa política é impulsionada pelos capitalistas com apoio de dirigentes que nada entendem de futebol, tendo algumas exceções, caso dos cartolas do Fluminense e Botafogo, uma saída que o resultado será catastrófico. Para essas instituições, não importam os riscos que os trabalhadores e jogadores irão ter que enfrentar, importante é o lucro no bolso dos capitalistas.
O estado carioca é controlado pelo fascista, Wilson Witzel, onde a classe trabalhadora está largada desde o início do Covid-19, sem testes, leitos, equipamentos para combater a pandemia. O retorno do futebol é uma medida que terá o seguinte resultado, mais mortes e mais infectados, e a felicidade de alguns empresários que nunca jogaram bola.





