Com o golpe de 2016, os capitalistas estão sentindo-se à vontade para propor portarias absurdas que regulamente coisas improváveis. O Ministério da Educação tem sido um dos palcos principais desses absurdos.
Com a eleição fraudulenta e golpista de Jair Bolsonaro e o aparelhamento das instituições por fascistas de todo tipo, na última sexta-feira (14) foi distribuído um comunicado aos funcionários do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), uma autarquia ligada ao Ministério da Educação (MEC), que os funcionários que vão retornar ao trabalho presencial no próximo dia 9 de setembro terão que fazer o teste de COVID-19.
O teste será obrigatório para todos os funcionários que vão retornar presencialmente e serão bancados pelos próprios funcionários. A realização dos testes deveria ocorrer sim, mas deveria ser pago pelo próprio FNDE, pois os testes em massa devem ser promovido pelo poder público.
Jogar a responsabilidade para as costas dos trabalhadores é um crime, pois além dos trabalhadores serem obrigados a voltarem ao trabalho presencial em pleno auge da pandemia, eles também teráão que pagar pelo teste.
O FNDE preparou um plano golpista para jogar nas costas do trabalhador a responsabilidade de cuidar da sua saúde e das dos demais. Quem tem que pagar os testes o o próprio Ministério da Educação e não os trabalhadores.
Diante de todos os absurdos promovidos pelos golpistas é preciso que os trabalhadores e suas organizações se mobilizem para garantir um combate efetivo à pandemia. Os testes devem ser promovidos pelos órgãos públicos e não jogados nas “costas” do trabalhador o ônus da crise sanitária. Os trabalhadores estão perdendo todo os seus direitos e é preciso organizar a reação contra essa medida e outras, como rebaixamento salarial e o corte de funcionários.





